Ainda que a Polícia Judiciária (PJ) continue a investigar o desaparecimento de Noah, nesta fase continua a não haver indícios de que terceiros tenham estado envolvidos no incidente. As autoridades estão a tratar o caso como um desaparecimento espontâneo, diz José Monteiro, coordenador da PJ da Guarda, ao jornal "Público".

Ressalvando o facto de as investigações ainda estarem numa fase muito inicial, José Monteiro adiantou ainda que não terá havido negligência por parte dos pais. "Era costume o pai sair cedo para trabalhar no campo e deixar a porta entreaberta e não era a primeira vez que o menino saía sozinho para ir ter com ele. Desta vez correu mal e perdeu-se", explicou ao mesmo jornal, garantindo a importância de contextualizar o desaparecimento com a vida da família em questão.

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Ainda que a PJ acredite não haver negligência, caberá agora ao Ministério Público e à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) investigar e analisar isso mesmo.

Esta sexta-feira, 18 de junho, a CPCJ fez saber que já estaria "a analisar e a acompanhar" o caso em "articulação com as autoridades judiciais", garantiu Ivone Rente, presidente do organismo de Idanha-a-Nova à Agência Lusa, citada pelo jornal "Público".

A cadela de Noah não o acompanhou porque não conseguiu

Nesta fase da investigação, também já é possível explicar por que Melina, a cadela que acompanhou Noah desde casa, se separou da criança. A cadela terá sido encontrada a cerca de um quilómetro de casa da família, em Proença-a-Velha, algumas horas após o alerta do desaparecimento da criança.

Nesse local, havia um buraco na vedação que Melina terá tentado passar, sem sucesso. O pelo encontrado junto à vedação ajuda a explicar isso mesmo, segundo fonte oficial da PJ ao jornal "Observador". A cadela permaneceu junto ao buraco, "quem sabe à espera que ele voltasse", diz a mesma fonte ao jornal.

Alguns metros à frente do local onde foi encontrada Melina, as autoridades encontraram a primeira peça de roupa da criança que poderá ter saído do corpo de Noah à medida que este atravessou o buraco que as autoridades descrevem como estreito.

Noah, a criança de dois anos, mantém-se internada no hospital de Castelo Branco, sob observação e não teve alta esta sexta-feira, 18. Depois de ter sido encontrado sem roupa, o menino está estável e "fora de perigo", escreve o "Correio da Manhã". A criança terá chegado à unidade hospitalar em questão sonolento, desidratado e apresentando "algumas escoriações" no abdómen, dorso e pés, diz o mesmo jornal.

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"A criança não está chorosa ou deprimida. Isso é um bom sinal", diz Maria Eugénia André, diretora clínica do hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, aos jornalistas. "Provavelmente, hoje [sexta-feira, 18] não terá alta porque interessa que Noah vá totalmente estabilizado e com a nutrição bem estabelecida", continuou, segundo cita o "Jornal de Notícias".

Assim, espera-se que a criança fique hospitalizada durante o fim de semana, ainda que, à data da publicação deste artigo, já tenham sido realizados todos os exames que visaram avaliar o estado de saúde de Noah.  Está na companhia da mãe e do pai, que receberam apoio psicológico ainda no terreno e, mais tarde, no hospital.

O menino de dois anos que foi dado como desaparecido na manhã desta quarta-feira, 16, em Proença-a-Velha, em Idanha-a-Nova, foi encontrado com vida ao final da tarde desta quinta, 17.

Depois de mais de 30 horas de buscas, a criança foi resgatada de uma zona de mato após ter sido avistada por populares.

As buscas intensificaram-se no terreno entre cidadãos e agentes da autoridades com recurso a drones, cães e mergulhadores — que identificaram os vários poços e as linhas de água próximos do local de onde a criança terá desaparecido. Jorge Massano, capitão da Guarda Nacional Republicana, revelou que o menino foi encontrado numa zona florestal por volta das 20 horas, em Proença-a-Velha, “mais perto de Medelim”, um local para o qual a GNR alargou as buscas durante a tarde, salienta o "Observador".

Entre a casa da família de Noah e o local onde foi encontrado são cerca de quatro quilómetros em linha reta, mas a GNR acredita que a criança terá andado cerca de dez quilómetros.

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