Tudo aconteceu na manhã de quinta-feira, 27 de janeiro. Pelas 9h33 os Bombeiros Voluntários de Portalegre foram chamados para dar assistência a um bebé com dificuldades respiratórias na localidade de Alagoa.

À chegada da corporação, o bebé encontrava-se "em paragem cardiorrespiratória", o que envolve a necessidade de pedir "ajuda diferenciada", explicou o comandante dos bombeiros, Pedro Bezerra, ao "Jornal de Notícias", referindo que, dadas as circunstâncias, e perante "a proximidade geográfica" ao hospital de Portalegre, a assistência seria garantida pela equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) daquela unidade.

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Contudo, a viatura médica de emergência do hospital da cidade esteve inoperacional durante cerca de sete horas, uma vez que, de acordo com fonte da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), não havia nenhum médico para colocar a viatura operacional, avança a CNN Portugal. 

Sem presença da equipa especializada, os bombeiros presentes no local tiveram de prestar auxílio à criança através da realização de manobras de suporte básico de vida, mas a criança acabou por não sobreviver.

De acordo com fonte oficial do hospital, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação, que deveria ter atuado quando se verificou o quadro de paragem cardiorrespiratória, esteve sem médico entre as 9h e as 15h40 de quinta-feira — um período de seis horas e 40 minutos em que, segundo a diretora clínica Vera Escoto, se fizeram "todos os esforços para colmatar essa situação", avança o jornal "Observador".

A médica justifica a falha da VMER com as exigências da Covid-19 naquele hospital: “Os médicos têm várias solicitações e, por isso, pontualmente, houve a falha neste período”, cita o mesmo jornal.

Ministério Público abre inquérito para apurar causas da morte

Após o trágico acontecimento, o Ministério Publico (MP) revelou esta sexta-feira, 28 de janeiro, que instaurou um inquérito para apurar as causas da morte do bebé de oito dias no hospital de Portalegre, por alegada falta de socorro médico após ter sofrido uma paragem cardiorrespiratória.

A Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), responsável pelo hospital de Portalegre, revelou também ter instaurado um inquérito para apurar "todas as circunstâncias" em que o bebé morreu. Em comunicado partilhado com os jornalistas, o Conselho de Administração da unidade avançou que o bebé será autopsiado e o caso investigado para o "apuramento cabal de todas as circunstâncias", escreve o "Observador".

Também a Ordem dos Médicos exigiu que a morte da criança seja "investigada até às últimas consequências para que todas as possíveis falhas sejam rapidamente corrigidas e a confiança da população na resposta de emergência seja restabelecida", referiu o bastonário Miguel Guimarães, em comunicado, citado pelo "Jornal de Notícias". 

Devastados, os pais do bebé de oito dias pedem que se seja feita justiça. "Vamos fazer de tudo, até porque já é o segundo bebé que perdemos num ano, e ambos por negligência médica", referiu o pai, citado pelo "Correio da Manhã".  O casal está neste momento referenciado para acompanhamento psicológico, avança o mesmo jornal.

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