Portugal já terá gasto mais de 335 mil euros em contratos para aquisição de equipamentos, bebidas e roupa para eventos ou reuniões desde que assumiu a presidência do Conselho da União Europeia. No entanto, os eventos poderão nunca se vir a realizar de forma presencial devido à pandemia da COVID-19.

A presidência assinou um contrato para equipar um centro de imprensa no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, no valor de 260.591 euros, um outro contrato para bebidas, bem como vinhos e espumantes, no valor de 35. 785 euros, e ainda outro para a compra de 360 camisas e 180 fatos, no valor de 39.780 euros, de acordo com o jornal norte-americano "Politico", citado pelo "Correio da Manhã".

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Questionada pela mesma publicação, fonte da presidência da república justificou que se estava a precaver para reuniões que deverão acontecer dentro de alguns meses. No que diz respeito à aquisição de fatos e camisas, a mesma fonte adiantou que foram compradas para motoristas que vão conduzir delegações oficiais que possam visitar Portugal.

No entanto, as reuniões da presidência têm acontecido através de videoconferências e estes mesmos eventos também poderão não ocorrer de forma presencial. Portugal está à frente do Conselho Europeu durante um mandato de seis meses, até 30 de julho de 2021.

Partidos pedem explicações ao governo de António Costa

O PAN já pediu explicações ao governo acerca das "despesas supérfluas e contratos de patrocínio" desde que Portugal assumiu a posição no Conselho Europeu enviando uma série de perguntas ao ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

Em causa está a notícia do jornal norte-americano, segundo a qual a presidência portuguesa estaria a ter um "conjunto de despesas significativas com eventos que, devido à crise sanitária, estariam a ocorrer, maioritariamente, por via eletrónica".

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