Aos poucos, Harry e Meghan vão deixando para trás os costumes e restrições inerentes ao estatuto de membros da família real britânica, adotando uma postura pública daquilo que, cortados os laços oficiais com a Coroa, serão: celebridades.

Enquanto a muito aguardada entrevista conjunta a Oprah Winfrey não é emitida (a transmissão está agendada para 7 de março no canal norte-americano CBS), o casal marcou presença no talk show do britânico James Corden. O segmento Carpool Karaoke (no qual o apresentador conduz celebridades de carro por Los Angeles, enquanto estas cantam) foi transformado numa visita guiada pela Cidade dos Anjos, num autocarro turístico.

Da relação com Meghan ao afastamento da família real britânica, foram vários os temas abordados durante a conversa, que incluiu ainda um atabalhoado chá das cinco em pleno autocarro. Questionado sobre o que acha de "The Crown" (que retrata a família real britânica ao longo das últimas sete décadas), Harry realça o facto de a série não ter pretensões de ser "noticiosa".

"É ficção mas ligeiramente baseada na verdade. Claro que não é verídico mas, de forma leve, dá-nos uma ideia vaga de como aquele estilo de vida funciona, das pressões de colocar o serviço público acima da família e de outra coisa qualquer", explicou o neto da rainha Isabel II.

"Estou muito mais confortável com 'The Crown' do que com o que se escreve sobre a minha família, a minha mulher ou sobre mim. Aquilo é ficção e isto está a ser reportado como sendo, alegadamente, factos", salienta. Meghan Markle venceu recentemente um processo judicial contra o "Mail on Sunday", que publicou sem autorização uma carta que o pai lhe tinha escrito. O assédio da imprensa britânica foi, de acordo com o príncipe, um dos motivos que levou o casal a deixar o Reino Unido. Harry revelou ainda que ator gostaria que o ator Damien Lewis ("Billions" e "Segurança Nacional") o representasse na série da Netflix.

Do documentário de Anitta à série
O ator Damien Lewis

"Ter encontros com um membro da família real funciona sempre ao contrário"

Casados desde maio de 2018, Harry e Meghan conheceram-se num encontro às cegas em julho de 2016. E não foi preciso muito tempo para o príncipe perceber que a atriz era a mulher da sua vida. "No segundo encontro comecei a pensar 'uau, isto é muito especial', pela forma como nos demos e desfrutámos da companhia um do outro", explicou a James Corden.

O filho do príncipe Carlos contou ainda ao apresentador britânico que a vida amorosa de membro da família real funciona sempre "ao contrário" do comum dos mortais. "Um encontro normalmente é um jantar, ver TV ou ficar em casa a conversar. E, depois, se começarmos a namorar, arriscamos ir ao cinema, jantar fora ou outra coisa qualquer", explica, acrescentando que foi isso que aconteceu com Meghan. "Acabámos por passar muito tempo só os dois, em vez de irmos a casa de amigos, jantar fora e outras distrações. Foi fantástico. Fomos do zero ao 60 nos primeiros dois meses".

O afastamento do casal da família real britânica, um processo que já foi apelidado de Megxit, começou em janeiro de 2020, quando Harry e Meghan anunciaram que iam deixar de ter o estatuto de "membros séniores" e se mudariam para os Estados Unidos. Este processo culminou com o anúncio oficial desta rutura, no passado dia 19 de fevereiro, feito pelo Palácio de Buckingham.

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O comunicado salienta que Meghan e Harry não vão continuar "com as responsabilidades e deveres inerentes a uma vida de serviço público". Algo que Harry acaba por, de alguma forma, contrariar nesta entrevista. "A minha vida será sempre dedicada ao serviço público. a Meghan sabia disso quando casou comigo e os dois gostamos de o fazer. vamos tentar trazer compaixão, tentar fazer as pessoas felizes e tentar mudar o mundo". 

Questionado sobre o processo de afastamento da família real britânica o príncipe explica que "foi um afastamento em vez de uma retirada". Foi um ambiente difícil, como muita gente percebeu. Nós sabemos como é que a imprensa britânica é e estava a destruir a minha saúde mental. Era tóxico", explica.

A mudança, primeiro para o Canadá, em março de 2020 e, depois, para os Estados Unidos, foi a decisão lógica a tomar, recorda Harry. "Fiz o que qualquer pai e marido faria. 'Preciso tirar a minha família daqui'. Mas nunca abandonámos. E, por mim, independentemente de qualquer decisão tomada daquele lado, eu nunca abandonarei [a família real]. Contribuirei sempre com serviço público, esteja em que parte do mundo estiver". 

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