A banda desenhada e a cultura pop a representar quem se sente invisível. O novo Super-Homem, que na série atual de livros escrita pelo argumentista Tom Taylor é Jon Kent, o filho do icónico Clark Kent, assumiu-se como bissexual. A revelação foi feita esta segunda-feira, 11 de outubro, ainda que o fascículo (o formato em que as histórias de banda desenhada americana são lançadas antes de serem reunidas em livro) só seja lançado no mercado a 9 de novembro.

A decisão de tornar contemporâneo o símbolo do Super-Homem, que apareceu pela primeira vez na banda desenhada em 1938, tem como objetivo trazer visibilidade a quem não se sente representado num dos meios mais consumidos nos EUA e no mundo inteiro.

"Sempre disse que toda a gente precisa de heróis, e que toda a gente precisa de se rever neles. Estou muito agradecido à DC Comics e à WarnerBros. por partilharem desta ideia", diz Tom Taylor, citado pelo "The Hollywood Reporter".

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O símbolo do Super-Homem, continua, "sempre representou esperança, verdade e justiça". "Hoje, esse símbolo representa mais qualquer coisa. Agora haverá mais pessoas a sentir-se representadas pelo super-herói mais poderoso da banda desenhada", refere.

Do lado da DC Comics, a editora que detém os direitos de super-heróis como o Batman ou o Lanterna Verde, esta mudança é um passo na direção certa.

"Não podíamos estar mais orgulhosos de poder contar esta história do Tom Taylor e do John Timms [que ilustra a série]", refere Jim Lee, o publisher da editora. "Falamos, por diversas vezes, do poder que o universo da DC tem nas capacidades narrativas e este é um excelente exemplo ao podermos ter o Jon Kent a explorar a sua identidade", conclui.

O título será lançado no mercado americano a 9 de novembro. Em Portugal, será possível encontrar o fascículo à venda em lojas especializadas de banda desenhada, como a Kingpin Books e a BdMania, em Lisboa, ou a Mundo Fantasma, no Porto.

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