2,1 milhões de visualizações no Youtube em 12 horas. Surpreendente? Não, é Beyoncé. A cantora norte-americana lançou um novo single, "Break My Soul", o primeiro do seu novo álbum "Renaissance".

Aquele que será o sétimo álbum de originais de Beyoncé chegará ao mercado a 29 de julho, mas, para já, há uma nova música para nos entreter (e aumentar a curiosidade para conhecer as restantes). "Break My Soul" é a primeira música de um álbum a solo de originais que a cantora lança no espaço de seis anos.

A redação da MAGG ouviu a nova música da Queen B. e tem opiniões para partilhar.

Raquel Costa

Em primeiro lugar, um pouco de trivia que explica porque é que esta música soa tão familiar, sobretudo aos millennials. "Break My Soul" incorpora um sample (trecho de uma música) do êxito de 1993, "Show me Love", de Robin S. .

A voz de Beyoncé já não é a mesma dos tempos das Destiny's Child ou dos primeiros álbuns, em que a cantora se fazia valer do seu alcance vocal impressionante para colorir as músicas com agudos intermináveis. Está mais profunda, mais arranhada, mais madura. Mais sexy. Esta é uma música para dançar, mas não é leve nem alegre. É uma música de transição, de renascimento (ou não fosse esse o nome do novo álbum de Beyoncé).

A letra, que podemos classificar como pós-pandémica, fala de libertação, de inconformismo, de enfrentar as adversidades e os medos (sejam eles políticos, sociais ou pessoais). "Release the love, forget the rest" ("liberta o amor, esquece o resto") ordena uma voz no final da canção.

Mariana Sousa Lopes

Primeiro estranha-se. Depois, entranha-se. E na verdade, depois volta-se a estranhar. Devo admitir que mal Beyoncé começou a cantar tive vontade de dançar, bater aquele pezinho ao ritmo da música e começar a gostar do que estava a ouvir. Aquela música pop que dá a vontade de cantar e que nos faz sentir no topo do Mundo por alguns segundos e com uma força que parece que ninguém nos vai derrubar.

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No fundo, é esta energia que Beyoncé me dá cada vez que a ouço. Mas depois a música volta a descarrilar, um bocadinho, muito “Break My soul”, demasiado até, o que a torna um pouco cansativa. Acho que o algoritmo do meu Spotify ficou um pouco confuso depois de ouvir esta música, mas quem sabe se os primeiros minutos da “Break My Soul” não passarão para a minha playlist da manhã.

Mariana Coelho

Ouvindo o tema pela primeira vez, "Break My Soul" parece-me a música perfeita para acompanhar aquela história no Instagram que serve também de indireta para o ex-namorado (ou apenas caso) tóxico. Beyoncé quer avisar "toda a gente" que está uma mulher nova, dona de si e aventureira.

"Bey is back", como a própria letra aproveita para esclarecer. Um regresso mais pop e comercial, com uma música que podia muito bem tocar numa Bershka sem estar desenquadrada. É catchy e tem ritmo, mas não se destaca de forma alguma, principalmente tendo em conta os trabalhos anteriores da artista.

Bruna Gonçalves

Beyoncé, Queen B, deusa pop e, agora, também a principal responsável por meio mundo ponderar saltar fora de relações mornas, amores ocos e trabalhos chatos. Ou fui só eu que interpretei "Break My Soul" como uma ode à libertação?

A letra é vaga, mas específica. A música é profunda, mas alegre. Fala de tudo e não fala de nada, mas entranha-se, dá vida própria ao corpo e, às tantas, do pé que mexe sozinho à cabeça que abana sem autorização, damos por nós rendidos a este presente de verão, que se estreou horas antes do esperado.

Não nos responsabilizamos pelos danos que "Act I: Renaissance" poderá causar a partir de 29 de julho, data prevista para o lançamento deste novo álbum de originais, que vai contar com 16 faixas musicais. E basta ouvir este primeiro tema para perceber porquê. Mas, até lá, vamos ouvir "Break my Soul" em loop até à exaustão.

Agora, com licença, vamos só ali renascer e já voltamos.

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