"Vai ser a primeira vez que vais ouvir música com o cérebro e não com os ouvidos", assim começa a mensagem que está a ser amplamente partilhada pelo WhatsApp. Junto à mensagem, um clipe de áudio que pede para ser ouvido com auscultadores que, preferencialmente, tenham a capacidade de isolar o ruído. Trata-se de um tema musical que, ao longo de vários minutos, mistura a pop com eletrónica para criar, através de várias técnicas de edição e produção, aquilo que hoje se conhece como sendo música em 8D.

Confuso? Em termos práticos e pouco complexos, é como se trocasse um filme 2D pela versão em 3D. É que aqui, o som em 8D faz com que o possamos ouvir em várias camadas dinâmicas, nunca fixas, que parecem ganhar maior intensidade ou profundidade à medida que a música se vai movimentado ao redor da cabeça de quem a ouve.

E é essa a descrição possível do que é ouvir este tipo de técnicas a serem aplicadas: a música parece mover-se em redor da cabeça à medida que vai ficando mais ou menos intensa — dando a sensação de que essa sonoridade vem de dentro da cabeça e não dos auscultadores que estamos a utilizar.

Os responsáveis por estes áudios virais são os Pentatonix, um grupo musical de a cappela composto por cinco vocalistas, que recorreu à técnica de produção de editar várias faixas em estéreo com reverb adicional para dar a sensação de som dinâmico e que se serpenteia pela cabeça de quem ouve.

Por isso mesmo, esta é uma técnica que, para ser apreciada, requer o isolamento total dos ouvidos através de auscultadores. Embora o cancelamento de ruído seja uma funcionalidade que só vai tornar a experiência ainda melhor, não é obrigatória.

A canção que se tornou viral é uma recriação de um dos temas da artista Billie Eilish — vencedora de vários Grammys.

No entanto, no canal oficial do grupo musical, há vários exemplos de como a tecnologia está a ser aplicada, quer em canções originais ou interpretações de outros artistas, para criar música em 8D. Um dos exemplos é a "Bohemian Rhapsody", dos Queen.

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