A Nazareth nasceu em 2013 pelas mãos de Márcia Nazareth, já com uma veia sustentável. O conceito inicial era vestir uma fotografia tirada por Márcia, por exemplo, das cidades de Lisboa ou Porto, impressa a 360 graus em peças feitas com lyocell, algodão orgânico e fibras regeneráveis. Em 2019 houve uma reviravolta na marca, momento que marcou o início da produção com artigos feitos a partir de excedentes de produção parados em fábricas. O método continua, mas à Nazareth, já com oito anos, chega mais uma novidade: a coleção I CARE.

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Em vez de novas e mais sustentáveis técnicas de produção, o que a coleção traz de novo é uma mensagem. "Esta coleção é um reforço do que realmente importa, do que deve importar para todos nós. Uma consciência ativa da luta pelo que acreditam, pelos seus desejos. Deixar um bom legado à família de que é preciso consumir menos, ter menos e se calhar ter peças com mais qualidade. Mas não precisamos de consumir com tanta regularidade", explica Márcia, formada em Design Gráfico, à MAGG.

Não há sequer como consumir com regularidade na Nazareth, uma vez que a marca tem coleções cápsula apresentadas normalmente em setembro e fevereiro, embora sejam concebidas para usar em qualquer altura do ano. Mesmo que compre algumas peças de cada nova coleção, o objetivo é fazê-lo com o propósito de usar por longos anos. "As peças são muito versáteis, confortáveis. As pessoas não têm medo de ter a segunda ou terceira compra porque sabem que vão ter peças de qualidade, que podem lavar muitas vezes, que não se estragam", refere Márcia Nazareth.

As peças da nova coleção foram feitas em duas fábricas que se juntaram recentemente à marca e tornaram possível aumentar a qualidade dos materiais, bem como introduzir um material nunca antes usado na Nazareth: tecido, que vem inovar as habituais malhas.

As riscas caracterizam a nova coleção I CARE, bem como o estilo mais formal (ainda assim versátil) que tanto dá para ir para o trabalho, como para sair à noite, com uns saltos altos. "[As riscas] tem sido um padrão muito querido e ousado na Nazareth porque é muito gráfico e dá para fazer combinações muito giras", afirma Márcia. Além disso, foi a primeira vez que a marca fez conjuntos de calça e blazer (com pormenores no interior), que resultam no look perfeito para qualquer momento, seja no "dia a dia ou ocasião mais formal", assegura Márcia.

A I CARE foi pensada "para mulheres emocionalmente sustentáveis e mulheres que se importem em fazer uma compra consciente" e não tem limite de idade: é para mulheres dos 20 aos 70 anos de hoje e das futuras gerações que vão herdar as peças da Nazareth.

No futuro, a ideia da marca é continuar a motivar mulheres a reduzir a pegada ambiental do planeta ao vestir peças feitas com dead stock, isto é, os excessos de produção de qualidade que estão parados em fábricas e aptos a reutilizar. "O conceito vai ser o mesmo, o reaproveitamento de matéria prima. Nem sempre é fácil encontrar os parceiros que nos queiram acompanhar neste caminho, mas a vontade é de continuar neste caminho de sustentabilidade", remata a fundadora.

A nova coleção I CARE é tentadora, mas não se esqueça de guardar espaço no armário para as coleções que a Nazareth lançará no futuro. Escolha as suas peças favoritas e compre no site. Também pode encontrar a I CARE nas lojas do Museu de Serralves e da Casa da Música, no Porto, e na BeWe Concept, em Cascais.

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