Foi em plena pandemia que Ana Garcia Martins, ou se preferirem A Pipoca Mais Doce, criou uma rubrica no Instagram chamada “Uma Marca Portuguesa por dia dá uma ajuda à economia”.

Este pequeno espaço servia para a influenciadora partilhar marcas portuguesas, dá-las a conhecer ao seu público e, talvez, com esta partilha conseguisse que essas marcas não fossem tão afetadas pelo confinamento. A ideia cresceu e transformou-se num marketplace que reúne 150 marcas portuguesas.

Foi essencialmente com base neste pressuposto que a Pips Bazaar nasceu: o paradigma de compras mudou e os consumidores também. “A criação da Pips coincidiu com a altura da pandemia em que percebemos que a predisposição das pessoas para comprar online tinha mudado. O paradigma de compra mudou radicalmente na altura da pandemia porque estávamos fechados em casa e estava tudo fechado. Portanto ou comprávamos online ou não comprávamos de todo”, explica Ana Garcia Martins à MAGG. A juntar a isto veio também o facto de não haver nenhuma plataforma portuguesa que agregasse várias marcas num só sítio. E foi assim que nasceu o mais recente projeto da também comentadora de “Big Brother”.

A Pips Bazaar será uma plataforma da influenciadora que terá produtos de 150 marcas portuguesas à venda. Estas marcas foram escolhidas pela própria — umas por já ser consumidora e por gostar delas, outras porque, não o sendo, gosta do trabalho que estão a desenvolver. Existem marcas de roupa de moda feminina e de criança, marcas de beleza, decoração, de desporto e fitness, calçado, acessórios. Outra particularidade deste marketplace é ter a curadoria da própria Ana.

“Fiz questão de escolher todos os produtos das 150 marcas. É quase como se fossem as peças que eu gostaria de ter para mim, ou para os meus filhos, ou para oferecer a amigas. A ideia é haver esse cunho pessoal”, refere. Por isso, não fazia sentido ter toda a oferta de todas as marcas. “Tem de haver uma triagem mais apurada. É quase como se as pessoas ficassem a saber que aquele produto tem esse selo, quase de garantia, que a Pipoca aprova, a Pipoca gosta e recomenda. É quase como se estivesse a falar com os meus amigos”. Mas também na seleção dos produtos pode haver novidades: vão existir linhas ou produtos específicos desenvolvidos por cada marca para a Pips Bazaar, ou seja, quase como edições limitadas apenas ligadas a esta plataforma. “Muita coisa pode acontecer”, desvenda a influenciadora.

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Numa primeira fase, o projeto arranca exclusivamente online porque se se tornar algo físico “acaba por se tornar mais limitado”. Assim, basta uma pessoa ter ligação à internet para poder comprar na Pips Bazaar. “É absolutamente democrático”, explica Ana Garcia Martins que adianta que o projeto, apesar de agora ser 100% digital, não invalida que “não possam nascer depois projetos paralelos com consistência física”.

Como referimos, este foi um projeto que nasceu em plena pandemia — e que, por isso, trouxe também alguns desafios. A Pipoca Mais Doce fala em muita “burocracia” e serviços “condicionados” o que leva a que “as coisas mais simples levem o dobro ou o triplo do tempo” para serem concretizadas.

Mas antes de avançarmos mais além há algo que devemos contar-lhe e sobre o qual se deve estar a interrogar. Afinal, porquê Pips Bazaar? “Pips de pipoca, é um diminutivo, é como muita gente me trata. E bazaar porque acaba por ser isso mesmo, um bazaar. Há ali uma mistura muito grande de produtos e oferta. Bazaar porque, apesar de acharmos que a palavra já não se usa muito, achámos engraçado recuperar esse nome”. Mas, para os leitores e seguidores mais antigos, há ali qualquer coisa de familiar. Isto porque a Pipoca já teve também a sua própria loja no Chiado que se chamava precisamente Bazaar Chiado.

A Pipoca, a Pips e a equipa por detrás do projeto

A Pips Bazaar não se faz sozinha e, juntamente com Ana Garcia Martins, existe uma equipa a ultimar os detalhes para que tudo fique pronto para o lançamento. Tal como nos explicou a influenciadora, este marketplace apresenta vários desafios. “Numa altura em que não há certezas a curto prazo, quisemos dar confiança a estas marcas que, mais do que uma plataforma de venda, veem na Pips Bazaar, um canal de exposição. Além disso, também quisemos fazer com que esta digitalização de comportamentos não seja temporária, criando uma sensação de conforto a quem se dispõe a fazer uma compra online”, adianta Marta Candeias, diretora de projeto.

Para além de Marta, a equipa conta ainda com outras duas pessoas que ajudam na comunicação com as marcas, uma outra responsável por todo o conteúdo da plataforma, uma equipa de design e fotografia, uma coordenadora do site e uma stylist que está responsável por todos os looks que aparecem na Pips Bazaar e nas redes sociais. A plataforma conta também com a consultoria da equipa Marco Gouveia na parte de desenvolvimento da plataforma e marketing digital.

Há uma equipa a ser construída do zero e a antecipar necessidades, tanto das marcas, como do consumidor final. Há uma internalização de todo o processo, desde a escolha, artigo a artigo, de 150 marcas portuguesas e ao respetivo shooting, à criação da plataforma de e-commerce e definição de packaging”, adianta. “Há uma consulta ao mercado para escolha dos melhores parceiros, desde a área digital à logística e distribuição. Há decisões a serem tomadas de hora a hora, com base no que acreditamos ser o que proporciona o melhor serviço. E há uma preocupação constante em querer fazer da Pips Bazaar um marketplace de referência, onde a experiência tida por quem nos procura é, sim, o nosso produto final”.

Ainda não existe data de lançamento oficial para a Pips Bazaar, mas, enquanto a plataforma não chega, pode sempre ir subscrevendo a newsletter ou inteirar-se de todos os pormenores na página de Instagram da mesma.

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