Ainda estávamos a recuperar da notícia que dizia que começámos 2020 com o janeiro mais quente de que há registo, e bate-se mais um recorde — daqueles sobre os quais ninguém sente orgulho.

Este sábado, 7 de dezembro, a Antártida registou a sua temperatura mais alta desde que há registo: 18,3ºC. Ou seja, este fim de semana, naquele que seria um dos pontos mais frios do planeta, os termómetros assinalavam a mesma temperatura sentida em Lisboa. E, pela capital, o fim de semana foi digno de esplanadas.

O recorde foi registado na Base Esperanza, localizada no extremo norte da Península Antártida, que partilhou as conclusões no Twitter.

A temperatura recorde não foi verificada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que disse que convocaria um comité para confirmar a medição. Mas Randall Cerveny, membro da OMM, já disse em um comunicado que tudo o que foi analisado indica um provável registo fidedigno. Se o número se confirmar, supera o anterior recorde, registado a 24 de março de 2015: 17,5ºC.

A região da Antártida é aquela que tem registado uma subida de temperatura mais rápida — cerca de três graus nos últimos 50 anos. Não admira por isso que os glaciares estejam a derreter a um ritmo incontrolável. Segundo a OMM, o gelo daquela zona contém água em quantidade suficiente para aumentar o nível do mar em mais de 60 metros.

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Ainda que a notícia fale sobre um determinado território, a influência é global. Segundo o Copernicus, serviço europeu  sobre mudanças climáticas, os períodos mais quentes foram registados nos últimos cinco anos, quando os termómetros subiram entre 1,1º e 1,2°C em relação à temperatura da era pré-industrial. A década de 2010-2019 foi mesmo a mais quente desde o início das medições.

Em janeiro de 2019, a temperatura média do planeta superou em 0,03°C a de janeiro de 2016, até então o primeiro mês do ano mais quente já registrado. Janeiro de 2020 é 0,77°C mais quente que a média no período de referência 1981-2010.

A maioria das regiões do mundo começou o ano com temperaturas acima da média, especialmente a Europa, onde os termómetros estiveram 3,1°C mais altos do que a média do período de referência 1981-2010. Na Escandinávia e parte da Rússia essa diferença superou 6°C. Já no Hemisfério Sul, o verão tem sido tórrido. No Rio de Janeiro, a sensação térmica chegou a 54°C no dia 11 de janeiro, quando os termómetros ultrapassaram os 40°C.

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