O primeiro Walkman, da Sony, chegou ao mercado em meados de 1979 e conseguiu conciliar na perfeição a privacidade e a mobilidade do consumidor. Além de não ter uma coluna externa, obrigando ao uso de auscultadores, permitia ainda ouvir cassetes de música on the go — que é como quem diz, sempre que houvesse vontade, fosse qual fosse o contexto. Em casa ou na rua, desde que houvesse pilhas para dar vida ao pequeno aparelho.

Com o passar dos anos e o avanço da tecnologia, o Walkman, foi também ele, modernizando-se. Mudou de tamanho, passou das cassetes para os CD e surge agora de cara lavada com um novo modelo que quer ser mais moderno, mas apena ao revivalismo de quem teve os modelos antigos. Isto, numa altura em que a grande maioria dos consumidores já aderiu a serviços como o Spotify ou a Apple Music e a compra de discos físicos tem vindo a decair de ano para ano.

A Sony está consciente disso. O novo equipamento não reproduz cassetes nem CD, privilegiando antes a música digital por streaming. Mas vamos por partes. Porque a portabilidade continua a ser o foco, o Walkman continua compacto e leve, com um peso total de 103 gramas.

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Os botões que antes estavam na parte frontal do Walkman passaram para a lateral para que esse espaço vazio fosse todo ocupado por um ecrã tátil de 3.6 polegadas — que funciona como se fosse todo o motor deste novo equipamento que é muito semelhante a um smartphone, a começar pela possibilidade de se instalarem aplicações.

O sistema operativo dentro do Walkman é o Android 9 que, juntamente com o chip de WIFI incorporado, permite instalar qualquer tipo de aplicação que esteja disponível na Play Store da Google como, adivinhou, o Spotify, o YouTube, a Apple Music, o Soundcloud e... bem, já percebeu a ideia, não é?

Uma das aplicações pré-instaladas no Walkman, além do Google Maps, Gmail e Chrome, por exemplo, é uma especificamente desenvolvida pela Sony para ativar o cancelamento de ruído nos auriculares de origem. A tecnologia não é nova, mas se até então era mais presente em auscultadores de gama alta, passou a ser mais popular quando a Apple a introduziu nos seus auscultadores sem fios — os AirPods.

Em termos práticos, isto significa que com o novo Walkman vai conseguir ouvir música nos transportes públicos e até nas ruas mais ruidosas sem que o barulho do exterior lhe estrague a experiência.

O novo Walkman, com o modelo de série NW-A100, é uma reinvenção do clássico que foi tão popular nas décadas de 80 e 90. Está disponível em Portugal através da loja oficial da Sony, custa 350€ e a decisão sobre se valerá ou não a pena comprá-lo vai depender exclusivamente das suas necessidades enquanto consumidor.

Se tem smartphone e já é subscritor de um dos vários serviços de música por streaming, pode ser difícil recomendar. Mas se ainda for daqueles que tem um telemóvel com teclas e gosta de ouvir música sempre que lhe apetecer, seja qual for o contexto, este pode ser o próximo gadget a considerar.

Apesar de tudo, o novo Walkman é cada vez mais um produto de nicho para satisfazer as necessidades de uma comunidade muito específica.

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