A partir desta terça-feira, 1 de setembro, o arquipélago Fernando de Noronha, no Brasil, com 21 ilhas que todos os anos atraem em média cem mil turistas, volta a recebê-los. Contudo, há dois requisitos para viajar até às ilhas paradisíacas: já ter sido infetado com COVID-19 e ter recuperado entretanto.

Com os 57.768 casos de infetados em Portugal, dos quais um total de 41.885 recuperados desde o início da pandemia no País, a chance de poder viajar até este destino no Brasil é mediana, mas única. Pelo menos é o que o responsável pelo arquipélago, Guilherme Rocha, entende.

"Nesta primeira fase de reabertura, só aceitaremos turistas que já tenham sido infetados com a COVID-19, estejam recuperados e que tenham desenvolvido imunidade à doença, porque assim não a poderão transmitir ou ser infetados de novo", disse ao jornal "The Guardian" este domingo, 30.

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Contudo, não basta o turista dizer que teve o vírus, é também preciso apresentar como prova um teste positivo e outro negativo à COVID-19, bem como um exame serológico para comprovar a existência de anticorpos ao vírus — todos realizados há mais de 20 dias, conforme anunciado pelo governo de Pernambuco, responsável pelo arquipélago.

Uma vez no arquipélago, os turistas recebem uma pulseira de identificação e apesar da permissão para entrar, terão de agir em conformidade com as medidas de proteção à COVID-19. "Nunca é demais reforçar: usar máscara corretamente, cobrindo a boca e o nariz, sempre que sair de casa; lavar as mãos com frequência, utilizar álcool em gel, quando disponível, e adotar o distanciamento social são atos fundamentais para evitar o contágio", destacou o Guilherme Rocha numa entrevista à imprensa no Palácio do Campo das Princesas.

"Apesar de estarmos a conseguir dar passos em frente, o momento ainda exige muita cautela e não nos dá o direito de relaxar. O vírus continua a circular e nós precisamos de adotar os cuidados na retoma desse plano de convivência", acrescenta o administrador Guilherme Rocha.

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Contudo, não é certo que quem já esteve infetado não possa voltar a contrair o vírus, tal como aconteceu em Hong Kong, onde a 24 de agosto foi registado o primeiro caso de que há conhecimento de reinfeção com COVID-19, avançou na altura o "Diário de Notícias".

Apesar de o Brasil contabilizar já 3.847 739 infeções e 120.546 vítimas mortais, no arquipélago vulcânico de praias de água cristalina inacessíveis aos turistas desde 21 março, não foi registado nenhum caso de COVID-19 até ao momento.

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