É assim todos os dias. São três da tarde e Susana está a dar o lanche às meninas e meninos da creche onde é educadora de infância. A sala está cheia de crianças entre os 2 e os 3 anos. Aqui, a rotina é para cumprir. Almoçam ao meio-dia, depois dorme-se a sesta, e às 15h é hora do lanche. Como o jantar por norma é tarde, acaba por lanchar, ou petiscar, duas ou três vezes até à hora de se sentar à mesa com a família.

Gulosa por natureza, Susana é conhecida entre a família e os amigos por estar sempre com “um ratito”. Não passa duas ou três horas, no máximo, sem comer. Um hábito que se reflete na sua mochila de estimação, que tem sempre um iogurte líquido, um pacote de bolachas de arroz e umas barritas energéticas. Este ‘kit’ de salvação já é uma imagem de marca, sobretudo desde que percebeu, há cerca de seis anos, que era intolerante à lactose. Tinha então 30 anos.

Susana não precisou de fazer exames nem de um diagnóstico médico para entender o que se estava a passar. Os primeiros sintomas de intolerância surgiram de um dia para o outro. “Um dia, a meio da tarde tive cólicas horríveis. Tinha lanchado há cerca de uma hora quando comecei a sentir a barriga inchada. Parecia que ia rebentar. Foi na minha primeira semana de trabalho aqui na creche. Nunca me vou esquecer, porque nesse dia houve uma reunião com os pais e a minha barriga não parava de fazer barulhos...”, conta. No dia seguinte, voltou a acontecer. E no outro a seguir também, sempre com dores abdominais fortes. Associou os sintomas àquilo que comia diariamente desde que tinha começado a trabalhar ali. E aquilo que todos os dias tinham em comum eram o pão e o leite, ao lanche. Depressa Susana percebeu que o facto do leite ter mais lactose do que qualquer outro alimento era a causa do seu mal-estar. De resto, continuou a comer queijo, gelados, sobremesas, bolachas e outros produtos com lactose, como os iogurtes com bifidus (que ajudam a uma boa digestão), em quantidades moderadas. Desde que não abuse, os sintomas de intolerância à lactose são leves e lida bem com eles.

Voltando à questão da rotina, Susana explica como passaram a ser os seus lanches, para ajudar a melhorar a sua disposição: “O primeiro lanche, na creche, é uma peça de fruta e um iogurte líquido sem lactose, que levo de casa. Nas tardes em que vou direta para o Pilates, guardo o iogurte líquido para beber no caminho. E depois, quando chego a casa, como uma torrada ou granola, com um chá”.

Como acontece com tantas pessoas, o serão é um ponto crítico, para quem gosta ou precisa de estar sempre a petiscar. Para evitar atacar os chocolates, recorre à gelatina, aos iogurtes ou à fruta desidratada.

Susana está entre a elevada percentagem de pessoas, por todo o mundo, que sofre de algum nível de intolerante à lactose. Não é fundamentalista e diz que, se lhe apetecer muito, não deixa de comer algo que tenha lactose. Mesmo que lhe custe algumas horas de mal-estar. Para a educadora de infância, o segredo é variar e não abusar. Como em tudo na vida.

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