Uma equipa de investigadores descobriu, numa caverna situada entre a Albânia e a Grécia, o que poderá ser a maior teia de aranha alguma vez registada. A estrutura, com cerca de 100 metros quadrados, alberga mais de 100 mil aracnídeos de duas espécies diferentes — Tegenaria domestica e Prinerigone vagans —, que normalmente vivem de forma solitária.

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A teia foi detetada pela primeira vez em 2022 durante uma expedição subterrânea de observação da vida selvagem. A descoberta foi depois comunicada a investigadores, que realizaram várias visitas à chamada Gruta do Enxofre, uma caverna cuja entrada se situa na Grécia e que se estende até território albanês, revelou o "Independent".

As análises de ADN confirmaram que as aranhas formaram uma colónia mista, algo nunca antes documentado, e revelaram que estas populações são geneticamente distintas das que vivem à superfície, indicando uma adaptação ao ambiente extremo da caverna. O local é escuro, rico em gás sulfídrico e com abundância de alimento. Os microrganismos que ali se desenvolvem alimentam pequenos mosquitos, que acabam por ficar presos na teia, servindo de sustento às aranhas.

Os cientistas acreditam que a falta de luz permite que a espécie mais pequena, Prinerigone vagans, viva entre as Tegenaria domestica sem ser detetada. A investigação descreveu o fenómeno como uma das formações mais impressionantes e inesperadas alguma vez observadas no mundo dos aracnídeos.