Valentina, 9 anos, morreu a 6 de maio depois de várias horas de sofrimento em consequência de agressões violentas e, de acordo com a autópsia, asfixiamento. A criança ficou largas horas deitada num sofá, no qual acabaria por morrer, e só depois das 22 horas é o corpo foi levado da casa, num plano pensado ao detalhe por Sandro e Márcia, avança o "Correio da Manhã".

Nessa noite, 6 de maio, o casal deitou primeiro os filhos, de 7 meses, 4 e 12 anos, e partiu então para a ocultação do cadáver. O progenitor colocou o corpo da criança no banco de trás do carro e seguiu depois para o lado do pendura, enquanto Márcia conduzia até ao local pensado para colocar o corpo. O objetivo de ambos seria esconder a criança numa zona florestal da Serra D’El Rei, Peniche, que ficava a mais de nove quilómetros da casa onde tudo aconteceu, relata o mesmo jornal.

Márcia, a madrasta, agora detida na cadeia de Tires, abandonou o local para não levantar suspeitas, enquanto Sandro ficou à procura de um sítio para colocar o cadáver. A madrasta de Valentina podia ter fugido com os filhos e alertado a GNR durante este compasso de espera, mas o facto de não o ter feito, refuta a tese de arrependimento apresentada ao Ministério Público, que entende que a madrasta é coautora do homicídio.

Madrasta da Valentina vestiu-a quando ela já estava morta e conduziu o carro até ao local onde a esconderam
Madrasta da Valentina vestiu-a quando ela já estava morta e conduziu o carro até ao local onde a esconderam
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Sandro, que ficou na zona florestal, acabou por esconder o corpo, cobrindo-o com alguns ramos encontrados no local. Daí, voltou para junto da estrada e esperou que Márcia voltasse para regressarem a casa, de acordo com a investigação. Só no dia seguinte o casal deu o alerta à GNR de Peniche para dar conta do desaparecimento de Valentina, cujo corpo só foi descoberto a 10 de maio. 

O plano foi agora revelado em resultado das investigações judiciais e o casal está acusado de homicídio qualificado e a cumprir pena de prisão.

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