Os meses frios aproximam-se e a Organização Mundial da Saúde (OMS) já prevê um cenário difícil: "Em outubro e novembro veremos uma mortalidade maior", alertou esta segunda-feira, 14 de setembro, o director regional da organização para a Europa, Hans Kluge, numa entrevista à Agência France Prece (AFP), de acordo com o jornal "Público".

O responsável da OMS aponta então os próximos dois meses como “mais duros”, mas não deixa de dar destaque ao atual crescimento de casos por todo o mundo, sendo que ainda na manhã desta segunda-feira, 14 de setembro, a OMS revelou que nas últimas 24 horas foi registado o maior aumento diário no número de novos casos a nível mundial desde o início da pandemia.

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No total, são agora 307.930 os novos casos, 94.372 dos quais na Índia, 43.718 no Brasil e 45.523 nos EUA, segundo os dados da OMS. Em Portugal registaram-se mais 7 mortos e 673 casos nas últimas 24 horas. De acordo com a Organização, o aumento do número de mortes diários deve-se ao crescimento dos casos em função da retomada da epidemia na Europa e o facto de se prever um agravamento da situação nos próximos meses não contribui para o panorama global.

“Estamos numa altura em que os países não querem ouvir este tipo de más notícias, e eu compreendo”, disse Hans Kluge, embora queira também deixar uma "mensagem positiva” de que a pandemia "vai parar, num momento ou noutro", acrescentou. Para isso, e de forma a preparar um plano de cinco anos de atuação sobre a pandemia, a OMS Europa e os seus cinquenta Estados-membros vão estar reunidos esta segunda e terça-feira.

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Ainda este sábado, 12 de setembro, a OMS emitiu outro alerta para o facto de o cumprimento com o cotovelo, adotado durante a pandemia em alternativa aos apertos de mão e beijos na face, afinal não ser a melhor opção. "Colocam-nos a menos de um metro de distância da outra pessoa", explicou Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS na sua conta do Twitter.

Para evitar então este contacto, Tedros Adhanom Ghebreyesus sugere que as pessoas levem a mão ao coração, mantendo sempre uma distância mínima de segurança de 1,5 metros.

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