Os assaltantes de casas estão a deixar marcadores nas residências que pretendem assaltar, para terem a certeza que as casas estão vazias. O alerta foi dado pela Polícia de Segurança Pública, que revela como os assaltantes estão a operar, revela o "Correio da Manhã".

Em várias cidades de Portugal, há denúncias policiais e relatos de moradores de que criminosos estão a usar pequenos objetos como plásticos, molas ou fios de cola para “marcar” portas de habitações, numa nova técnica que permite identificar casas desocupadas para assaltos de fim de semana. O fenómeno terá origem numa forma de atuação usada por redes com origem no Leste Europeu e nos Balcãs.

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Segundo o comissário Rodrigo Amaral, do Departamento de Investigação Criminal da PSP, o modus operandi é: nas segundas-feiras, os criminosos fazem rondas em edifícios urbanos, entalando marcadores entre a porta e a ombreira das portas de apartamentos. Se ao fim da semana ainda estiverem lá, entende-se que ninguém entrou ou saiu — um sinal de que a casa poderá estar desocupada — e estes são alvos preferenciais para assaltos, explicou ao "Correio da Manhã".

Em 2023 e 2024, a PSP já tinha alertado para fraudes e roubos de interior de residência que utilizavam arrombamento, escalamento de varandas ou uso de chaves falsas. Também se encontraram marcas codificadas em portas ou ombreiras como formas de comunicação entre ladrões, permitindo-lhes saber rotinas ou ausências prolongadas de moradores.

No primeiro semestre de 2025, registaram-se 2521 furtos em interior de residência por toda a PSP, ligeiramente abaixo do número do mesmo período em 2024.