Há praticamente cinco mil portugueses que testaram positivo à COVID-19 que a Direção-Geral de Saúde não sabe onde andam. Esta diferença foi percecionada após a uma análise aos números apresentados esta terça-feira no boletim divulgado pela DGS. Aí, são atribuídos aos diversos concelhos do País 44.143 casos positivos, mas o número total de infetados é de praticamente 49 mil, o que representa uma diferença de 4.675 pessoas, a que a DGS não atribui um concelho, por não saber onde estão essas pessoas. Neste boletim da DGS são apenas apresentados os municípios com 3 ou mais infetados por razões de confidencialidade, avança a revista "Sábado". Sabe-se que quase 10% dos casos confirmados de COVID-19 provêm de laboratórios externos e não estão integrados no Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE), o que impossibilita que se saiba onde estão essas pessoas.Contudo, este desfasamento não tem uma explicação.

Apesar de os boletins diários alertarem para o facto de que a lista "pode não corresponder à totalidade dos casos por concelho", a DGS não conseguiu precisar o porquê da percentagem de casos apurados pelo SINAVE, daí a lista de concelhos ter sido retirada dos boletins diários, conforme revelou à "Sábado".

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Situação semelhante tem acontecido nos casos do Norte (que registava 18.356 casos a 14 de julho, mas apenas cerca de 16.700 casos estavam alocados a concelhos, faltando alocar mais de 1.500), do Centro (que registava 4.361, mas apenas cerca de 4.001 em concelhos), do Alentejo (que registava 635 casos mas apenas cerca de 550 em concelhos), o Algarve (que registava 709 mas apenas cerca de 700 em concelhos), os Açores (que tinham 152 casos mas registavam apenas cerca de 110 em concelhos) e a Madeira (que registava 102 casos mas apenas 96 em concelhos), de acordo com a mesma revista. Em todas as regiões a percentagem de casos em que o concelho é desconhecido ronda os 10%.

O funcionamento do SINAVE, em que médicos notificam um caso e este fica, automaticamente, registado na região onde é feita a notificação do infetado (mesmo que não seja o local de residência), pode ser a explicação para esta diferença de dados, que ainda assim, a nível nacional, estão corretos.

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