Continua sem ter uma data de julgamento o homem que a 1 de fevereiro de 2016 matou três mulheres e escondeu os corpos numa fosse sética de um canil, em Tires. Na altura, as mulheres foram dadas como desaparecidas, o que permitiu que Dinai Alves Gomes, hoje com perto de 40 anos, conseguisse fugir de Portugal em direção ao Brasil, país de onde é natural. Só que sete meses depois os cadáveres foram encontrados, a investigação chegou até ao nome de Dinai Alves Gomes e o homem foi mesmo localizado e detido em Minas Gerais. Seis anos passaram, e o recluso tem usado os mais variados tipos de recluso para ir adiando o julgamento dos crimes de que é acusado e que foram cometidos há seis anos, revela o "Correio da Manhã" na sua edição desta segunda-feira, 28 de novembro.

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O crime

De acordo com a investigação, os crimes foram cometidos com excessiva brutalidade. O homem terá espancado as mulheres até à morte, antes de as atirar para a fosse sética do canil. As vítimas são todas elas brasileiras — Michele Ferreira, Lidiana Santana e Thayane Dias. Segundo o Ministério Público, Dinai era casado mas a mulher vivia com a filha de ambos, de 7 anos, no Brasil, e haverá uma ligação entre esta informação e os crimes. Isto porque a mulher de Dinai chegou sem aviso a Portugal um mês antes do previsto, o que surpreendeu o homem, que mantinha uma relação extra-conjugal com Michele, com quem vivia num anexo do canil, em Tires. Pior: Michele havia revelado a Dinai que estava grávida e queria ter o filho. Isto pode ser comprovado, de acordo com a acusação, pelo facto de Michele ter dito à mãe, através de conversas no Messenger, que estava grávida e que o companheiro já a tinha ameaçado de represálias caso ela engravidasse.

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Na altura, o casal partilhava a casa com Lidiana, irmã de Michele, e Thayane, namorada dela.E terão sido elas as primeiras vítimas. A 1 de fevereiro, Michele saiu para ir trabalhar e deixou a irmã e a namorada sozinhas em casa com Dinai. O homem tê-las-á assassinado primeiro e enterrado na fossa sética. Só 12 horas mais tarde, quando Michele saiu do emprego, é que a matou e enterrou também na fossa, revela a investigação, de acordo com o "CM".

Julgamento sem data

Depois dos crimes, Dinai ainda tentou despistar a família de Michele e da irmã, usando os telemóveis delas para trocar mensagens com algumas pessoas, fazendo-se passar por elas. Na altura, terá dado a entender que elas se iriam mudar para Inglaterra e que as famílias poderiam ficar algum tempo sem saber delas. O homem aproveitou-se então do facto de as mulheres estarem apenas desaparecidas para fugir para o Brasil, para Minas Gerais, de onde é natural, juntamente com a mulher e a filha.

Apenas sete meses depois, a 26 de agosto de 2016, os corpos foram encontrados em Portugal e Dinai apontado como único suspeito pela investigação. Rapidamente, foi localizado no Brasil e as autoridades portuguesas juntamente com as brasileiras conseguiram coordenar uma ação para o deter. Só que desde então que o homem continua a aguardar julgamento, embora esteja detido na Penitenciária Nelson Hungria, na cidade de Contagem. De acordo com o "CM", que consultou o processo, há vários recursos apresentados que têm atrasado uma decisão. Ainda assim, "a próxima etapa do processo será o julgamento do réu pelo tribunal de júri", garantiu também ao "CM" uma fonte do Ministério Público de Minas Gerais.

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