José Pedro Sobreiro Branco, de 34 anos, está em prisão preventiva desde segunda-feira, 2 de fevereiro, pelo assassinado de Maria Custódia Amaral, a 19 de janeiro. A vítima terá morrido numa casa que iria vender em Paço, na Lourinhã. Foi atraída à habitação do suspeito para iniciar procedimentos para a vender, mas o desfecho foi outro. A filha de Delfina Cruz foi morta e o cadáver foi enterrado junto à Lagoa de Óbidos.

Mas, afinal, quem é o assassino de Maria Amaral, 54 anos, e o que se sabe sobre ele? Ainda não há muita informação sobre o homicídio da filha da atriz Delfina Cruz. Até ao momento, sabe-se que José Pedro Sobreiro Branco tem 34 anos e já praticou futsal na juventude, pelo menos entre os 11 e os 19 anos.

Assassino de Maria Amaral pode ficar preso 25 anos. José matou a agente imobiliária durante uma angariação
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O homem e a vítima já se conheciam há alguns anos, e José Branco chegou a ser inquilino de Maria Custódia Amaral, tendo vivido com a mulher num anexo da casa da agente imobiliária, revelou o Sapo. A Polícia Judiciária acredita que ambos terão tido um relacionamento amoroso antigo, embora fugaz, e que as divergências não resolvidas terão voltado.

Por enquanto, José Branco está detido numa cela individual na cadeia anexa à sede da Polícia Judiciária, em Lisboa. No entanto, não deverá permanecer muito tempo neste estabelecimento, e é esperado que seja transferido para uma cadeia de alta segurança brevemente, segundo o “Correio da Manhã”.

Ainda assim, o homem parece estar isolado do resto dos prisioneiros. Está detido numa cela individual, vai ao recreio sozinho, faz as refeições na cela e tem direito a receber visitas apenas do advogado. A Direção-Geral dos Serviços Prisionais vai decidir se avança com uma eventual transferência de cadeia. Caso a decisão seja aprovada, será levado para um estabelecimento de alta segurança, apurou o “Correio da Manhã”. Neste momento, há dois possíveis locais para onde o homem pode ser transferido: o Estabelecimento Prisional de Lisboa ou a cadeia de Vale de Judeus.

Já foi presente ao primeiro interrogatório judicial e foi indiciado pelos crimes de homicídio e profanação de cadáver. O juiz de instrução criminal determinou a medida de coação mais gravosa, considerando a gravidade dos factos e o perigo de fuga. O arguido arrisca a ser condenado a uma pena que pode chegar aos 25 anos de prisão.