Depois de Kristin e Leonardo, agora é depressão Marta que está a trazer chuva e vento ao País. Várias foram (e são) as localidades afetadas por este autêntico comboio de tempestades, pelo que a GNR já disse que o melhor é fazer um kit de emergência e tê-lo sempre à mão. No entanto, um plano de evacuação, quer seja num contexto de cheias ou de outros contratempos, pensado para toda a família inclui também os animais de estimação.

Em comunicado, a ZU alerta para a importância de cada tutor ter um kit de emergência preparado para os seus animais, que nunca devem ser deixados para trás. Por isso, há que ter tudo à mão de forma a permitir uma saída rápida, organizada e segura. E é por isso que, na missiva, a marca dá algumas dicas a ter em conta nestas ocasiões.

Entre os aspetos considerados essenciais está o transporte e a segurança dos animais durante uma evacuação. Cada animal deve ter a sua própria transportadora ou caixa de transporte, resistente, ventilada e identificada com os contactos do tutor, de forma a evitar fugas e reduzir o pânico.

É igualmente recomendado que o animal esteja previamente habituado a esse espaço. Trela e arnês são indispensáveis, incluindo no caso dos gatos, para manter o controlo em ambientes caóticos, e a identificação deve estar sempre atualizada, seja através de coleira com medalha e número de telemóvel, seja através de microchip registado com dados corretos.

Fotografias impressas do tutor com o animal podem também ser úteis caso haja separação. A par disso, a alimentação e a hidratação são outro ponto central do kit, sendo aconselhável que haja uma quantidade suficiente para um período entre três e sete dias, com ração ou alimento húmido guardado em embalagens herméticas e à prova de água.

É isto que tem de ter no seu kit de emergência. Saiba como se preparar para a depressão Leonardo
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O mesmo se aplica a uma reserva de água potável, tendo em conta que animais em stress tendem a beber mais. Para complementar o kit, deve ter sempre tigelas portáteis, preferencialmente dobráveis ou anti-derramamento, cobertores, capas impermeáveis e mantas térmicas, que facilitam muito a rotina fora de casa, que pode ser imprevisível.

E tal como os humanos, é fundamental levar consigo os registos de vacinação e o histórico médico, guardados num recipiente impermeável, já que a documentação atualizada pode ser exigida em espaços públicos ou deslocações inesperadas. A medicação habitual deve ser incluída, idealmente com um stock para duas semanas.

Deve ter também um kit primeiros socorros para animais, com compressas, ligaduras, fita adesiva, antisséptico, pomada cicatrizante e uma pinça. O comunicado refere ainda a utilidade de suplementos que ajudem a gerir a ansiedade, comum em situações de emergência, ou a restaurar a flora intestinal em casos de alterações alimentares ou stress.

Para além da segurança e da saúde, o conforto e a higiene não devem ser esquecidos. Areia para gato, um tabuleiro improvisado, sacos para dejetos e material de limpeza básico ajudam a manter condições adequadas, enquanto objetos familiares, como um brinquedo ou uma manta com o cheiro habitual, podem contribuir para reduzir a ansiedade do animal em ambientes desconhecidos.