A tragédia abalou a noite deste domingo, 18 de janeiro, em Adamuz, na província de Córdoba, Espanha, quando dois comboios de alta velocidade descarrilaram e colidiram. Este é um dos acidentes ferroviários mais graves do país nas últimas décadas. As autoridades espanholas confirmaram que pelo menos 39 pessoas perderam a vida no acidente e alertam que o número pode ainda subir à medida que as operações de resgate continuam.
O impacto envolveu um comboio da operadora privada Iryo, que seguia de Málaga para Madrid, e um comboio Renfe Alvia que se dirigia de Madrid para Huelva. Entre os feridos, 48 ainda estão hospitalizados, vários em estado grave ou crítico. 12 deles estão a cargo da Unidade de Terapia Intensiva (11 adultos e uma criança).
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, que esteve no local do acidente, alerta que o número de mortos "não é definitivo". Cerca de 500 pessoas iam a bordo dos dois comboios danificados, 300 no Iryo Málaga-Madrid e 184 no Alvia Madrid Huelva. A empresa italiana garante que o comboio tinha sido aprovado na última inspeção há quatro dias.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, cancelou a sua agenda oficial para acompanhar de perto as operações e já expressou condolências às famílias das vítimas, descrevendo o episódio como “um momento de profunda dor para o país”. Também os reis de Espanha irão a Córdoba na terça-feira. O presidente Juan Manuel Moreno, deslocou-se ao local do acidente na noite passada.
O descarrilamento aconteceu num troço de linha recentemente renovado, o que está a levantar questões sobre as causas do acidente, que ainda estão a ser investigadas. Os serviços ferroviários de alta velocidade entre Madrid e a Andaluzia estão suspensos depois do desastre.