Apenas 30 pessoas puderam estar no interior da capela de São Jorge, em Windsor, mas centenas de militares prestaram homenagem no início das cerimónias fúnebres do príncipe Filipe, duque de Edimburgo e consorte real de Isabel II, que morreu a 9 de abril, aos 99 anos. Mesmo com um limite de pessoas junto ao Castelo de Windsor, nada impediu de recordar o duque na Piccadilly Circus, em Londres, onde foi colocada uma imagem para marcar o dia do funeral, que aconteceu este sábado, 17 de abril.

Rainha Isabel II recorda fotografia de momento privado ao lado do príncipe Filipe
Rainha Isabel II recorda fotografia de momento privado ao lado do príncipe Filipe
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Com uma agenda planeada ao minuto, os elementos da família real que não participaram no cortejo atrás do Land Rover foram chegando à capela de São Jorge. As princesas Eugenie e Beatrice, netas da rainha, marcaram presença, bem como Camila, duquesa da Cornualha, que chegou vinte minutos antes do minuto de silêncio.

Depois de cerca de 700 militares — entre eles elementos da Marinha Real, dos Fuzileiros Navais Reais, dos Guardas Granadeiros, dos Espingardas Gurkha Reais, do Corpo de Inteligência, da Força Aérea Real e dos Highlanders — se juntarem às 14h15 no exterior da capela para homenagear o príncipe com uma música tocada pelas Forças Armadas, a mesma repetiu-se precisamente dez minutos antes de o caixão chegar à entrada do castelo de Windsor.

Na primeira fila do cortejo fúnebre, no castelo de Windsor, estava a princesa Ana e o príncipe Carlos, seguidos pelo príncipe Eduardo e o príncipe André . Já na terceira fila, seguiram-se William,duque de Cambridge, e o príncipe Harry, separados pelo primo Peter Philips.  Sir Tim Laurence, vice-almirante da Marinha Britânica, e o conde de Snowdon (ex-marido da princesa Margarida) completaram a fila seguinte. Quanto à rainha Isabel II, casada com o duque de Edimburgo durante 70 anos, seguiu com uma dama de companhia no fim do cortejo a bordo de um Bentley, sendo a primeira vez que apareceu em público desde que foi anunciada a morte do marido.

Rainha Isabel II
Rainha Isabel II créditos: youtube

A cerimónia contou vários momentos emotivos. Destacamos seis.

1. A história do Land Rover

O veículo onde foi transportada a urna do duque de Edimburgo do Salão Interior para a capela de São Jorge, passou pelo Portão de Jorge IV pelas 14h30 da tarde e chegou à capela onde iria decorrer a cerimónia cerca de 50 minutos antes do minuto de silêncio nacional.

O Land Rover sofreu alterações desde 2003 pelo próprio príncipe Filipe e recentemente fora pintado em tons verde tropa para homenagear o legado militar do duque.

O veículo, que o duque conhecia bem, fez o percurso do cortejo fúnebre que demorou cerca de sete minutos e foi sempre acompanhado de tambores e instrumentos de sopro, dos canhões, dos sinos da capela de São Jorge e dos emblemáticos temas "Beethoven Funeral March No1" e "Beethoven Funeral March No3".

O carro, idealizado pelo príncipe Filipe, não foi o único elemento com o cunho do duque de Edimburgo. Na cerimónia foram tocados os temas “Jubilate in C” e o Salmo 104 numa versão musical, ambos a pedido do duque. Por isso mesmo, foram estas as escolhas para tocar no momento do seu adeus na capela de São Jorge.

2. A urna do príncipe Filipe recheada de simbolismos

No topo, o notório estandarte do príncipe Filipe destacava-se entre os elementos que compunham o caixão. Além deste, uma coroa de flores e o seu chapéu da Marinha completavam a urna carregada a passos coordenados, lentos e com uma paragem a meio das escadas da entrada para a capela, enquanto decorria o minuto de silêncio.

Urna do príncipe Filipe
Urna do príncipe Filipe créditos: youtube

3. A emoção do príncipe Carlos

Enquanto o cortejo corria o Castelo de Windsor, membros da família real acompanhavam a urna, entre os quais o filho do príncipe Filipe, Carlos, que seguia logo atrás do caixão, ao lado da irmã Ana. Durante estes momentos, foi possível perceber que o filho do duque de Edimburgo estava fortemente emocionado.

Cortejo
Cortejo créditos: youtube

A urna entrou na capela ao som do coro de apenas quatro elementos devido à pandemia de COVID-19, que cantaram o tema “Eternal Father”, retratando o passado náutico de Filipe. Já no interior da capela, o deão de Windsor, David Conner, lembrou o duque de Edimburgo pela sua “bondade, o humor e a humanidade” e o apoio à rainha ao longo dos 70 anos de casamento. “Fomos inspirados pela sua lealdade inabalável à nossa rainha, pelo seu serviço à nação e à comunidade, pela sua coragem, força moral e fé", disse o sacerdote.

4. O arrepiante minuto de silêncio

Às 15 horas em ponto começava o minuto de silêncio nacional marcado por um tiro cerimonial lançado à mesma hora em nove locais do Reino Unido e em Gibraltar, no início e no fim da homenagem.

Durante o momento arrepiante, o caixão do príncipe estava apoiado nos ombros dos militares posicionados nas escadas da entrada da capela. Após o minuto de silêncio, o corpo seguiu para o interior da capela, na qual apenas 30 pessoas puderam assistir à cerimónia fúnebre.

5. Uma cerimónia marcada pela pandemia de COVID-19

Além de apenas 30 pessoas poderem estar sentadas na capela de São Jorge, as máscaras e a distância social não passaram despercebidas. A rainha Isabel II sentou-se isolada em frente ao altar, no lugar que habitualmente ocupa, à direita, desta vez sem o duque a seu lado. Já com dois assentos de distância, à esquerda, encontrava-se um dos filhos do duque e da rainha, André, duque de Iorque.

Harry e o irmão, William, bem como a mulher Kate Middleton, sentaram-se no lado oposto da nave central da capela de São Jorge. Quanto a Meghan Markle, duquesa de Sussex, foi recomendada pelos médicos a não viajar dos Estados Unidos para o Reino Unido, uma vez que está grávida, e não compareceu no funeral do príncipe Filipe.

Quase a chegar ao fim dos 50 minutos da cerimónia, a urna do duque desceu cinco metros de profundidade para ficar instalada no jazigo subterrâneo da capela de São Jorge, construído há 200 anos por Jorge III, onde permanecerá até à morte da rainha Isabel II.

6. Harry e William saem lado a lado da capela

O primeiro membro a abandonar a capela de São Jorge e o recinto do Castelo de Windsor foi a rainha Isabel II. O príncipe Carlos e Camila, duquesa da Cornualha, deixaram o edifício, mas todos os olhos estavam postos nos príncipes Harry e William, netos do duque de Edimburgo, principalmente após a entrevista polémica que os duques de Sussex deram a Oprah Winfrey, que envolveu várias revelações sobre a família real.

Contudo, ao contrário do que aconteceu durante o cortejo, em que os irmãos estiveram separados pelo primo Peter Philips, saíram da capela lado a lado e assim caminharam para deixar o recinto, acompanhados da mulher de William, Kate Middleton, a duquesa de Cambridge.

Príncipes Harry e William
Príncipes Harry e William créditos: youtube

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