Ellen DeGeneres é a mais recente celebridade a revoltar-se contra as leis severas que condenam homossexuais e que entram em vigor esta quarta-feira, 3 de abril. Brunei, no Sudoeste Asiático, passa a aplicar a Sharia, o sistema legal islâmico que prevê chicotadas e o apedrejamento até à morte.

A famosa apresentadora do talk show e ícone LGBT pediu aos seus fãs que boicotem nove hotéis de luxo do sultão do Brunei, Hassanal Bolkiah, incluindo o Beverly Hills Hotel e o The Bel Air, em Los Angeles.

“Amanhã, o país do #Brunei começará a apedrejar homossexuais até à morte. Precisamos de fazer alguma coisa agora”, escreveu DeGeneres no Twitter esta terça-feira, 2 de abril. "Por favor, boicotem estes hotéis, propriedade do sultão do Brunei". Acrescentou ainda: "Levantem as vossas vozes agora. Espalhem a palavra. Ergam-se".

Uma série de outras figuras públicas também já se manifestou para condenar as novas leis. Segundo o "New York Post", o apelo à ação ecoa, e a lenda da pop Elton John e o ator George Clooney também já lançaram mensagens sobre o assunto. Escreveram, na semana passada, no jornal "Deadline": "Vamos realmente ajudar a financiar o assassinato de cidadãos inocentes?"

Robert Palladino, vice-porta-voz do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que as novas leis do Brunei são contrárias às suas obrigações internacionais de direitos humanos.

A polícia do Canadá também já se manifestou para criticar as novas leis, dizendo que estavam "profundamente preocupados" com a decisão. O Canadá apoia os direitos humanos para todos e opõe-se à pena de morte, em todas as circunstâncias.

Brunei, uma nação rica em petróleo de 400 mil habitantes na ilha de Borneo, vai implementar o novo código penal sob a lei da Sharia esta quarta-feira, tornando o adultério ou o sexo gay punível com a morte por apedrejamento. A nação também vai introduzir medidas como flagelação pública como punição por aborto, e amputação de uma mão ou de um pé por roubo.

O sultão Hassanal Bolkiah, que governa a nação há mais de meio século, é um dos homens mais ricos do mundo. O site do Brunei cita o sultão, que assume que "não espera que os outros países concordem com a decisão, deseja apenas que respeitem a nação como Brunei respeita as outras".

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