A máscara tornou-se uma das maiores armas na luta contra a COVID-19 e um acessório que não dispensamos nos últimos dois anos. No entanto, se acha que esta é a sua única utilidade, está muito enganado. Um novo estudo realizado por investigadores da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, revela que ficamos mais atraentes com as máscaras colocadas, mesmo que só se veja metade da cara.

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Porquê? É simples: o foco centra-se no olhar e há uma maior sensação de segurança. Mas, atenção: trazemos más notícias para quem utiliza as máscaras de proteção como complemento de um look.

É certo que já há opções às bolinhas, aos quadrados, com riscas, desenhos e até lantejoulas, mas este estudo revela que a máscara cirúrgica descartável poderá até ser o tipo mais atraente.

Os dados foram publicados esta segunda-feira, 17 de janeiro, e os especialistas da Universidade de Cardiff revelaram-se surpreendidos ao verem que tanto mulheres como homens foram vistos de forma mais atraente ao utilizarem máscara, sendo que prova uma reversão na tendência. 

A verdade é que antes da pandemia, as máscaras de proteção – já muito usadas no Japão ou na China – eram vistas como algo pouco atrativo e associadas a doenças e a vírus. “Os resultados revelaram que rostos atraentes tapados pela máscara foram percebidos como menos atraentes do que os mesmos rostos sem máscara”, lia-se num estudo publicado em 2016, em que os autores estudaram o efeito das máscaras pela primeira vez.

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(Quase) dois anos depois, tudo mudou

"Quando vemos alguém com uma máscara já não pensamos 'esta pessoa tem uma doença'", explicou o professor Michael Lewis, que fala numa mudança de mentalidade na perceção das máscaras.

O novo estudo sugere que "os rostos são considerados mais atraentes quando cobertos por máscaras faciais". "Isto pode acontecer porque estamos habituados a que os profissionais de saúde utilizem máscaras azuis e agora associamos essas máscaras a cuidadores ou profissionais médicos. Numa altura em que nos sentimos vulneráveis, podemos concluir que a utilização de máscaras traz segurança e dá um sentimento de positividade perante o utilizador", afirmou o professor, em declarações ao jornal "The Guardian".

A primeira parte do estudo foi realizada em fevereiro de 2021, cerca de um ano depois de a pandemia chegar à Europa. No Reino Unido, foi pedido a 43 mulheres que avaliassem, numa escala de 0 a 10, o quanto se sentiam atraídas por imagens de indivíduos em diferentes situações: sem máscara, com máscara de pano simples, com máscara cirúrgica ou com um livro na zona que seria coberta pela máscara.

As participantes disseram que os homens com máscaras eram mais atraentes. E se isso foi verdade para ambas as máscaras, foi ainda mais evidente nos casos das fotografias em que o utensílio era a cirúrgica.

Além disso, esta atração pode ainda ser mais evidente porque as máscaras direcionam a atenção para os olhos das pessoas e o foco fica limitado à intensidade do olhar.

Os resultados deste estudo foram também publicados na revista "Cognitive Research: Principles and Implications".  No entanto, ainda neste sentido, foi também realizado um segundo estudo, no qual um grupo de homens observou mulheres com máscaras. Apesar de os resultados não terem sido ainda publicados, os autores avançam que as conclusões foram idênticas.

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