Kingsley é um bebé de 6 meses, que pouco tempo depois de ter nascido, desenvolveu uma grande mancha que lhe cobre metade do rosto. A mãe desta criança decidiu proceder a um tratamento de laser para atenuar a marca de nascimento.

Mas após publicar um conjunto de vídeos na rede social TikTok, onde mostrava a rotina do filho durante essas sessões, esta mulher acabou por ser criticada por alguns internautas devido à decisão de submeter o bebé à exposição da luz proveniente dos lasers.

A criança apresenta uma marca de nascença que é conhecida por Mancha de Vinho do Porto. Segundo aponta o jornal “Daily Mail”, esta mancha é normalmente inofensiva, mas se for encontrada no rosto, envolvendo a área dos olhos, pode causar convulsões ou ainda cegueira. A marca é causada pelo desenvolvimento excessivo de vasos sanguíneos. Pode aparecer com uma cor vermelha ou púrpura, mas com o tempo pode tornar-se mais saliente e mais escura.

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Está também muito ligada a patologias como glaucoma, que é um conjunto de doenças no olho, que danificam o nervo ótico responsável pela transmissão de informação do olho até ao cérebro, ou até à Síndrome de Sturge Weber, que se apresenta por ser uma doença congénita marcada por malformações na zona ocular. Kingsley foi diagnosticado com estes dois problemas.

A única forma de tratar uma Mancha de Vinho do Porto é através de tratamentos de laser. Quando o Kingsley nasceu, fomos encaminhados para a unidade de dermatologia, onde organizaram o primeiro tratamento e explicaram porque é que o laser seria importante. O objetivo deste tratamento não é ‘remover’ a marca de nascença, mas sim manter a pele saudável para evitar mais danos”, referiu Brooke Atkins, mãe do bebé de 6 meses, citada pelo “Daily Mail”.

Brooke Atkins decidiu abordar a rotina do seu filho ao publicar vários vídeos no TikTok, onde mostrava o bebé no hospital para receber o tratamento a laser. Alguns internautas não gostaram de a mulher submeter a criança às luzes de laser e acabaram por criticá-la, chamando-a de “monstro”.

“Acho que não podia fazer nada com laser ao meu bebé”, referiu uma pessoa. “Essa marca de nascença é pouco visível. O que lhe estás a fazer é horrível. É mais para ti do que para ele”, mencionou uma outra pessoa. “Uma mãe com lavagem cerebral torna o filho inseguro assim que ele sai do útero”, acrescentou outro internauta.

Esta mãe acabou também por receber comentários positivos à decisão que tomou. Contudo, as críticas que foram deixadas no vídeo que publicou para alertar sobre estes problemas de saúde acabaram por deixá-la muito abalada. “Quando comecei a ler os comentários negativos, sentei-me durante uma meia hora e chorei”, revelou Brooke.

“Tive um sentimento enorme de culpa e isso fez-me questionar a minha decisão, apesar de saber que estava a fazer a coisa certa. As palavras cruéis continuavam a ecoar na minha cabeça. Felizmente, por cada comentário negativo havia uns 100 positivos, o que ajudou muito”, mencionou a mãe de Kingsley.

Só gostava que estas pessoas tivessem conhecimento dos problemas de saúde relacionados com este tipo de marcas de nascença antes de escreverem estas coisas. Isto não foi feito por razões estéticas e, como mãe, esta foi a decisão mais difícil que tive de tomar”, apontou a mulher de 33 anos.

“Os últimos seis meses têm sido extremamente difíceis e ler estes comentários é realmente doloroso. Esta é a última coisa de que precisamos, o julgamento daqueles que não compreendem as condições do meu filho”, referiu Brooke.

Depois de “mais de 20 consultas hospitalares”, “mais de 10 especialistas” consultados, “três ressonâncias magnéticas”, “duas operações” e “dois tratamentos a laser”, Kingsley tem mostrado melhorias no seu estado de saúde. “Ele é o rapaz mais feliz, mais amoroso e mais doce que alguma vez conheci”, mencionou a mãe deste bebé de 6 meses.

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