Foram seis as mulheres que testemunharam contra Harvey Weistein que, a 25 de fevereiro, foi condenado por dois dos cinco crimes de que era acusado — ato sexual criminal em primeiro grau, envolvendo Mirian Haley, e o de violação em terceiro grau, envolvendo outra mulher.

Após a acusação, as seis mulheres estão agora a fazer uso da visibilidade do caso para criticar os advogados do ex-produtor que, segundo contam, tentaram desde sempre culpabilizar as vítimas e desculpabilizar as ações criminosas de Weinstein. E uma delas é Mirian Haley, que diz que a condenação do ex-magnata de Hollywood é um grande passo em frente.

Em entrevista aos programas "Good Morning America", "CBS This Morning" e "The View", Miriam Haley quebrou o silêncio pela primeira vez fora de uma sala de julgamentos e criticou para aplaudir o progresso na consciencialização para os casos de assédio sexual e violação.

"É fantástico que estejamos a evoluir. Estamos a educar-nos sobre o que é o assédio sexual, a violação, as vítimas desses ataques e tudo o que isso envolve", disse, mas lamentou as declarações iniciais de Donna Rotunno, uma das advogadas do ex-magnata de Hollywood, que referiu que as vítimas não "se deveriam pôr a jeito".

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"Não creio que devemos estar a dizer às pessoas para não se meterem em determinadas posições. Pelo contrário, deveríamos antes estar a dizer: 'Não violem outras pessoas. Se elas forem às vossas casas, não as violem. Se forem ao fosso quarto de hotel, não as violem'", revela.

E continua: "Está na altura de mudarmos o tom da conversa, que até aqui tem servido para culpabilizar as vítimas, e passar a ter em atenção a pessoa que, de facto, cometeu um crime e tem de ser responsabilizada pelas suas ações. Honestamente, não estava segura de que ia acontecer [a condenação de Harvey Weinstein]. As estatísticas dizem que a maioria dos violadores saem em liberdade. Por isso não sabia qual seria a decisão final. Mas estou muito aliviada e agradecida porque, finalmente, estamos a evoluir."

Segundo revelou nas várias entrevistas que deu, Haley não esteve presente na sala de julgamentos quanto foi conhecida a sentença do ex-produtor. Segundo a revista "Variety", a mulher estava num café quando soube da notícia e chorou desalmadamente.

"Senti-me invadida por uma grande sensação de alívio que o júri tenha percebido, que me tenham ouvido e que tenham acreditado em mim", terá dito num dos programas onde falou.

Após a sentença, Harvey Weinstein foi imediatamente detido em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

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