Luca Trapanese tem 41 anos, vive em Itália e queria adotar uma criança. Até aqui nada de estranho, não fosse ele solteiro, o dificulta o processo de adoção em Itália. “Disseram-me que só me dariam uma criança com uma doença, com incapacidades graves ou com problemas comportamentais”, explicou à “BBC”. Mesmo assim, Luca decidiu avançar e explicou à mesma publicação que, depois de o melhor amigo ter morrido com um cancro terminal, decidiu que dali para a frente iria ajudar pessoas doentes.

Entrou num seminário, para se tornar padre, mas a vida trocou-lhe as voltas. Apaixonou-se por um homem, saiu do seminário e viveu com ele “11 maravilhosos anos”. Foi também com esta pessoa que criou uma associação de caridade que ajudava pessoas com deficiências. A relação terminou, e Luca Trapanese quis começar uma família.

Acabou por adotar Alba, em julho de 2017. A menina, que tem Trissomia 21, chegou com 30 dias depois de ter sido abandonada pela mãe biológica e depois de ter sido rejeitada por mais 20 famílias.

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“Tive de lutar para conter a minha alegria”, recordou à mesma publicação. “Disse imediatamente que sim”. Depois do telefonema a anunciar a novidade, o italiano apressou-se até ao hospital. “Quando a segurei pela primeira vez, fui invadido por um sentimento de alegria. Senti que ela era minha filha imediatamente”.

“A Alba tem uma personalidade muito forte e consegue ser teimosa, às vezes. Ela adora estar com outras pessoas, por isso levo-a a passear pelo parque, vamos a museus, às vezes até a levo para o trabalho comigo. Ela adora isso”, referiu.

E são esses momentos que ficam registados na página de Instagram de Luca Trapanese. A conta é seguida por 175 mil pessoas que ficam fascinadas com as fotografias amorosas entre pai e filha.

“Estou orgulhoso por ser pai dela. Alba nunca foi uma segunda opção para mim por ter uma doença. Eu queria mesmo tê-la como minha filha”, adiantou à "BBC".

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