Ana Gomes avançou com uma queixa na Procuradoria-Geral da República (PGR) que visa a extinção do Chega, o partido liderado por André Ventura, escreve o "Diário de Notícias". A ex-eurodeputada já tinha deixado no ar a certeza de que, caso conseguisse ser eleita presidente da República, iria avançar com um pedido de "reapreciação da legalização do Chega".

Embora não tenha sido eleita, a queixa foi formalizada mesmo contra aquela que tinha sido a posição de António Costa que, há cerca de um mês, defendeu em entrevista que a ilegalização do partido não podia ser solução e que o necessário era "responder às causas políticas que explicam a existência do Chega na sociedade".

Na queixa entretanto formalizada, Ana Gomes construiu uma lista com mais de 40 pontos com o objetivo de pedir à PGR que "instrua o Ministério Público a desencadear um processo de reapreciação da legalidade do Partido Chega pelo Tribunal Constitucional e de consideração da eventual extinção judicial desse partido."

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Além de solicitar uma investigação ao financiamento do partido, a ex-eurodeputada pede também que sejam analisadas "as agressões, ameaças e incitamentos à violência que o referido partido, seus dirigentes e diversos militantes vêm desencadeando contra jornalistas e ativistas políticos."

"Cabe ao Ministério Público requerer a extinção de partidos políticos qualificados como partido armado ou de tipo militar, militarizado ou paramilitar, ou como organização racista ou que perfilha a ideologia fascista", lê-se na queixa citada pela mesma publicação.

Além do pedido enviado à PGR, Ana Gomes também tem intenções de levar o assunto à Comissão Europeia, à Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia, ao Parlamento Europeu e à Europol.

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