Ana Silva não é de Vila Nova de Milfontes, mas passa férias neste local do concelho de Odemira há cerca de duas décadas. Apesar de, em conversa com moradores e até com o presidente da junta, ter conhecimento de que situações destas acontecem todos os anos (ainda que com menos gravidade), esta foi a primeira vez que Ana assistiu aos atos de vandalismo que a deixaram indignada.

"Costumamos vir sempre para aqui ou nas duas primeiras semanas de julho, ou em setembro, e pelo que fomos informados pelo presidente da Junta de Freguesia, isto de há 12 anos para cá é um ato recorrente. Mas este verão saiu do controlo", afirma em entrevista à MAGG, referindo-se ao atos de vandalismo provocados por um grupo de jovens, a maioria da Lisboa, Oeiras e Cascais, durante a última semana.

Do lixo nas praias às janelas de casas destruídas. Como ficou Milfontes após atos de vandalismo
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Lixo nas praias, carros destruídos, e casas e ruas vandalizadas é o que mostram as imagens captadas em Vila Nova de Milfontes. Tal como já tinha relatado ao jornal "Publico" uma residente na localidade, os jovens têm maioritariamente idades entre os 12 e os 16 anos "e vêm todos os anos para Milfontes onde, sem qualquer consequência, consomem droga adquirida no local e quantidades exorbitantes de álcool". 

À MAGG, Ana Silva explica que no parque de campismo onde se encontra a passar férias estavam "cerca de 100 jovens, mais ou menos, que fizeram do local um bocadinho o Sudoeste [festival de música que se realiza na Herdade da Casa Branca]".

"Quando íamos falar com eles, paravam, mas estavam extremamente bêbados para a idade e as coisas saíam do controlo. A GNR entrou várias vezes no parque e foram diversos indivíduos expulsos, até por falta de respeito para com os trabalhadores que os chamavam à atenção", conta ainda a turista.

Segundo Ana, os jovens já não se devem encontrar na localidade, mas segunda-feira e terça-feira passadas foram os piores dias. "Tínhamos como tradição de família ir à pasteleira de manhã comer o pequeno almoço, mas este ano era impossível porque a rua estava cheia de miúdos bêbados. No meio da estrada, paravam em frente aos carros, vandalizavam caixotes do lixo, um chegou a atirar uma garrafa de cerveja para dentro de uma pastelaria, uma zona onde havia crianças."

Além de todos os acontecimentos já descritos, Ana refere ainda que não se notava qualquer preocupação por parte dos jovens em cumprir as normas impostas para conter a pandemia da COVID-19 (como utilização de máscara ou distanciamento social). A visitante habitual de Vila Nova de Milfontes defende que, havendo conhecimento de que esta situação se repete todos os anos, "devia haver reforços de vigilância maior".

"Estes jovens até podem ter algum tipo de educação, mas com o álcool perdem o controlo", remata.

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