10 mil mortes no espaço de apenas dois meses. 6500 internamentos, 800 só em Cuidados Intensivos e número de mortes diárias muito acima dos 200. Estas são as conclusões da modelação da covid-19, levada a cabo pela equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, publicada esta quarta-feira no "Diário de Notícias".

Esta tendência, prevista pelos modelos matemáticos, acabou por ser ultrapassada esta terça-feira, 19 de janeiro, com 218 mortos, 5291 internamentos em enfermarias e os 670 em Unidades de Cuidados Intensivos.

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"Os cenários que temos agora traçados poderão ser ultrapassados daqui a quatro ou cinco semanas com a nova variante. Os especialistas não têm duvida de que se irá tornar dominante em relação à que já circula, e se agora não estamos a conseguir dominar o contágio, nessa altura vamos ter muito mais dificuldade, pois é sabido que a velocidade com que se propaga é muito maior", afirma Carlos Antunes, professor do Departamento de Engenharia Geográfica e Geofísica e Energia da Faculdade de Ciências.

O cientista alerta ainda para a ineficácia de "medidas a meio gás", uma vez que apenas "reduzem ligeiramente a mortalidade". "Quando chegamos a um nível como estamos agora são precisas medidas muito duras do que em março para combater a pandemia. Está demonstrado que vamos precisar de oito semanas para atingir o valor antes do Natal".

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