Depois das mensagens colocadas nas entradas dos prédios a disponibilizar ajuda à população idosa e a outros grupos de risco, chegam os projetos online. Seja na distribuição de bens essenciais, no alojamento dos profissionais de saúde, ou na criação de ideias tecnológicas para contornar os obstáculos provocados pela pandemia COVID-19, nascem num par de dias e têm todos o mesmo objetivo: ajudar em tempos de crise. Ajudar idosos, ajudar médicos e enfermeiros, ajudar o comércio local, ajudar os animais.

Do SOS Vizinho, ao Go Small or Stay Home, reunimos nove projetos que nasceram para combater a crise que o mundo atravessa. Conheça-os.

SOS Vizinho

"No andar, no prédio, no bairro, na freguesia. Fazemos chegar bens essenciais a grupos de risco." É este o conceito do projeto SOS Vizinho que reune voluntários que se dispõem a levar ao domicílio da população de risco os bens essenciais. Aqui, é possível inscrever-se para ajudar ou para pedir ajuda.

Vizinho Amigo

O conceito é o mesmo. Criado no Facebook, este projeto põe as faixas mais jovens a ajudar a população mais idosa e de risco, de modo a que evitem sair de casa. Reune vários voluntários em todo o país — as inscrições para ajudar são feitas através de um formulário.

Quietinho em Casa

De modo a incentivar a população a ficar em casa, este projeto criado por seis jovens portugueses reúne todos os serviços que estão a fazer entregas em casa — desde farmácias, a compras. Mas porque a fraca literacia digital nas faixas mais idosas dificulta a tarefa, no Quietinho em Casa vêm incluídos tutoriais que explicam como fazer as encomendas. "Como usar o site das Farmácias Portuguesas" ou "Como fazer uma encomenda no Menu" são só dois exemplos.

Helping Hand Portugal

Novamente: uma comunidade de voluntários que integra um sistema que pretende salvaguardar a saúde dos grupos de risco. Levam bens essenciais — desde comida a produto de farmácia — a quem mais precisa, oferecendo-se ainda para passear os animais de estimação, caso seja necessário, ou dar ainda apoio médico. A pensar nos profissionais de saúde, a Helping Hand Portugal concentra-se ainda a encontrar casa para que médicos e enfermeiros consigam descansar, sem medo de contaminar as famílias.

Go Small or Stay Home

É uma base de dados que apela ao consumo de bens essenciais através de pequenos negócios — mercearias, padarias, peixarias, talhos, drogarias — que, nesta fase, se encontram numa situação particularmente frágil, ajudando a evitar, em simultâneo, as filas, aglomerados e superfícies mais arriscadas dos negócios maiores.

Covid.pt

Aberta a particulares, entidades e ONG, esta plataforma funciona como uma espécie de brainstorming comunitário: identificam-se desafios dos tempos atuais, que conforme a relevância, vão sendo seleccionados pelos administradores da página. Assim que são publicados, qualquer pessoa pode dar ideias para solucionar — e, nesta parte, já não há triagem.

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A ideia é tirar partido da experiência, know-how de cada participante. "Qualquer pessoa pode chegar e submeter uma ideia e qualquer pessoa pode pegar nas ideias e concretizá-las, beneficiando da ajuda dos parceiros do projeto e do nosso networking para fazer isso acontecer", explicou Leonardo Varella-Cid, um dos mentores da ideia, à MAGG.

App Quero Ajudar

app

A plataforma online que incorpora uma rede de voluntários espalhada por todo o país tem duas possibilidades: pode inscrever-se para ajudar ou para ser ajudado — seja para levar ou receber bens essenciais em casa, ter ou dar apoio psicológico ou ter ou tirar proveito de companhia através de uma conversa telefónica. Também é possível fazer doações de refeições ou equipamento a profissionais de saúde.

Tech4covid

Reune a comunidade tecnológica portuguesa e conta já com mais de duas mil pessoas, desde engenheiros, designers, ou profissionais de saúde, estando já 120 empresas diferentes representadas, desde a Indigo, Farfetch, Deloitte ou Sonae MC. A ideia da plataforma é, novamente, identificar obstáculos e criar soluções tecnológicas para os resolver. Já tem vários projetos em andamento — um deles é o Trackcovid, cujo objetivo passa por conter redes de contágio, identificando pessoas ou locais infetados ou potencialmente infetados.

Animalar

Nasceu no seio da Tech4covid e reune todos os locais a que profissionais de saúde ou pessoas infetadas podem recorrer para deixar os seus animais de estimação — desde hotéis para animais, associações, empresas de petsitting. A Animalar tem ainda um guia de perguntas e respostas com pontos essenciais a perceber sobre a relação com os animais e medidas de segurança em tempos de pandemia.

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