Este domingo, 31 de agosto, o presidente da Endesa, Nuno Ribeiro da Silva, anunciou "uma desagradável surpresa" nas faturas da eletricidade já de julho: um aumento na "ordem dos 40% ou mais, relativamente àquilo que as pessoas pagavam", disse em entrevista ao "Jornal de Negócios" e à Antena 1. Contudo, o governo já veio pôr essa hipótese de lado, assim como a EDP Comercial.

"Ao contrário do que disse o presidente da Endesa, não há nenhuma subida de 40%. Se está a falar sobre ofertas comerciais da própria empresa, só o próprio poderá dizer”, afirmou o secretário de Estado da Energia, João Galamba, em declarações à agência Lusa, citado pelo "Dinheiro Vivo".

No entender do secretário de Estado, a afirmação da elétrica apenas causa alarmismo, uma vez que o aumento anunciado como consequência do pagamento do "travão do gás" em Portugal e Espanha, que levou a um desconto nos preços do gás natural utilizado para a produção de eletricidade, não é praticável.

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"Os preços com o mecanismo serão sempre mais baixos do que sem ele", afirmou João Galamba, acrescentando que associar uma subida de preços ao mecanismo "não faz qualquer sentido, é uma impossibilidade".

"Importa também dizer que o mercado de comercialização de eletricidade é altamente competitivo, com muitas ofertas. Não é possível dizer qual a subida ou descida dos preços, depende da oferta comercial de qualquer empresa. Há muitas. A única coisa que podemos dizer é que seja qual for a oferta, seria pior sem o mecanismo", continuou.

Quanto à oferta da Endesa, as faturas de julho vão ditar se as palavras de Nuno Ribeiro da Silva vão mesmo confirmar-se. Já a EDP Comercial descansou os consumidores este domingo, 31.

“A EDP Comercial não prevê fazer mais alterações até ao final do ano no preço da eletricidade, salvo se houver situações excecionais no decorrer dos próximos meses. Nessa altura, as tarifas serão atualizadas pela empresa face às condições de mercado”, anunciou em comunicado, segundo o "Expresso".

Para já, os preços aplicados pela empresa serão aqueles que entraram em vigor a 1 de julho, atualização que "representou uma descida média de 2,9%", disse a EDP Comercial.

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