Malu Borges tornou-se, nos últimos anos, uma das figuras mais reconhecíveis da nova geração de criadoras de conteúdo brasileiras. Isto não diz respeito somente ao alcance nas redes sociais, mas sobretudo pela forma como construiu uma identidade visual própria, marcada por looks inusitados, combinações improváveis e uma relação despreocupada com as regras tradicionais da moda.
A influenciadora, que já é mãe e está grávida do segundo filho, começou por partilhar conteúdos de forma espontânea, num contexto em que o universo digital ganhava uma nova dimensão depois da pandemia. O crescimento aconteceu de forma gradual, sem uma estratégia rígida definida à partida, como a própria já explicou em várias entrevistas, e acabou por evoluir para um projeto profissional.
O estilo é, talvez, o traço mais distintivo da sua imagem, sendo que cruza referências das passerelles com peças de apelo mais comercial, sem receio do excesso, da cor ou do volume. Isto traduz-se em silhuetas esculturais e exageradas ou acessórios marcantes, que fazem parte de um guarda-roupa que raramente passa despercebido.
Para alguns, trata-se de uma abordagem excessiva e que já ultrapassou todos os limites, é certo. Para outros, é precisamente essa ousadia que a posiciona como uma figura relevante no panorama da moda digital brasileira. Prova disso é que, ao longo do tempo, tem surgido associada a marcas de luxo, tanto brasileiros como internacionais.
Essa liberdade estética é também parte do discurso que a acompanha. Em declarações públicas, a influenciadora tem sublinhado a importância de as mulheres se sentirem livres para vestir o que querem, diz o "Leo Dias", independentemente da idade, do corpo ou da validação externa. Uma mensagem que tem ressoado no seio de diferentes gerações e que ajudou a consolidar a sua base de seguidores.