Aconteceu este sábado, 11 de setembro, durante mais um ajuntamento composto por negacionistas da COVID-19. Dezenas de pessoas cercaram um restaurante localizado junto à Assembleia da República depois de se terem apercebido de que, no interior, almoçavam Eduardo Ferro Rodrigues e a mulher.
Em alguns dos vídeos que foram gravados, e posteriormente publicados em várias plataformas digitais, é possível ver-se o presidente da Assembleia da República a almoçar enquanto é alvo de vários comentários injuriosos e insultos que vão desde "assassino" a "ordinário".
"Este restaurante está marcado e nunca mais nenhum cliente deste restaurante vai ter paz", gritou uma das manifestantes que se fazia ouvir através de um megafone, segundo escreve o jornal "Observador".
Apesar dos vários insultos de que foi alvo, Eduardo Ferro Rodrigues não interagiu com a multidão. Fonte do gabinete do presidente da Assembleia da República desvalorizou o incidente, afirmando não ter havido "qualquer acontecimento grave", em declarações ao "Jornal Económico".
A Polícia de Segurança Pública disse não ter rececionado qualquer queixa sobre o sucedido, segundo explicou ao mesmo jornal.
O cerco de negacionistas à segunda figura mais alta do Estado português acontece pouco depois de o mesmo ter acontecido ao vice-almirante Gouveia e Melo quando, em agosto, se deslocou até Odivelas para acompanhar a vacinação dos jovens.
O sucedido foi o catalisador para que, desde então, Gouveia e Melo passasse a estar protegido pelo corpo de segurança pessoal da PSP, tal como escreve o jornal "Expresso".