O Infarmed autorizou a empresa Crioestaminal a produzir uma terapia, a partir de células estaminais do cordão umbilical, que pode ser usada para tratar os doentes mais graves de COVID-19. A terapia ainda é experimental mas tem como objetivo reduzir a resposta inflamatória excessiva que pode levar à morte, avançou esta terça-feira, 28 de dezembro, o jornal "Público". 

O medicamento ainda não tem autorização para ser comercializado, mas já pode ser disponibilizado aos hospitais que o requisitem, através do procedimento da isenção hospitalar.

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De acordo com Francisco Santos, diretor de terapias celulares da Crioestaminal, "já há uma extensa lista de publicações científicas sobre isto e ao longo de 2020 as mesenquimais acabaram por entrar em ensaios clínicos em vários países da Europa e nos EUA". Ao Público, o diretor de terapias celulares da Crioestaminal explicou ainda que se verificou que "estas células conseguiam reverter os cenários de hiperinflamação e bastantes doentes recuperaram".

A terapia, que começou na China e foi replicado na Europa e nos Estados Unidos, está em investigação desde 2020. "Como não havia muita solução terapêutica, logo no início da pandemia, com aqueles casos todos, os hospitais de lá acabaram por testar estas terapias celulares nos doentes”, disse Francisco Santos ao "Público".

De acordo com o especialista, uma das vantagens deste tratamento é ainda a de que não tem de existir compatibilidade biológica entre as células e o doente recetor. "Por exemplo, quando há uma transplantação tem de haver essa compatibilidade, ou quando há uma transfusão de sangue. Neste caso não. Estas células são hipoimunogénicas, não desencadeiam uma reação imunitária no recetor", referiu ainda.

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