Em maio de 2007, Madeleine McCann desapareceu durante a noite do apartamento onde passava férias com os seus pais e irmãos, na Praia da Luz, em Lagos. Nos quase 12 anos que passaram desde o seu desaparecimento, foram muitas as teorias sobre o que aconteceu no Luz Ocean Club nessa fatídica noite: há quem acredite que os pais são responsáveis pelo sucedido, outras teorias apontam para a morte de Maddie, mas há também quem esteja certo que a filha de Kate e Gerry McCann continua viva e escondida.

Quem o afirma é David Edgar, um investigador privado reformado, que trabalhou no caso empregado pelos pais de Maddie, durante três anos. Em declarações ao jornal "The Sun", David Edgar disse que acredita que a filha dos McCann deverá ter sido raptada por um grupo criminoso relacionado com tráfico sexual, que a mantém escondida até à data (caso esteja viva, Maddie terá hoje 15 anos). Mais, afirma que Maddie não deve ter qualquer noção da sua identidade. "Provavelmente, ela deve estar presa numa cave ou masmorra e pode surgir a qualquer momento", disse o detetive reformado à mesma publicação, acrescentando que a jovem ainda deve estar em Portugal ou em Espanha.

Depois de o ministério do interior do Reino Unido conceder mais de 171 mil euros à polícia britânica para a investigação do desaparecimento de Madeleine continuar em curso (pelo menos até à próxima primavera), a polícia inglesa terá dito aos McCann que estão "confiantes" em obter resultados, e que se encontram a seguir duas novas vias de investigação, escreve o "The Sun".

David Edgar acredita que a polícia poderá estar a seguir a sua teoria, que assenta no rapto da criança, mas que este nunca conseguiu explorar a 100%. "Não foi por falta de esforço, mas existem alguns obstáculos e restrições ao trabalho de um investigador privado, com os quais as autoridades oficiais não têm de lidar", salientou o detetive, que também acredita que a polícia inglesa poderá ter recebido uma nova pista.

"Sempre acreditei que os responsáveis pelo rapto confiassem num elemento exterior. É comum tal acontecer e muito raro que se mantenham em silêncio, mesmo que demore anos. Estamos a aproximar-nos da marca dos 12 anos, o que é bastante tempo, mas continuo a acreditar que alguém está a proteger os raptores. Alguém sabe o que aconteceu e chegou a hora de falar. Quem sabe as autoridades até já sabem quem é a pessoa e estão a tentar obter uma confissão. Acontece", declarou David Edgar, que confia no seu instinto e acredita fortemente que Maddie continua em Portugal, provavelmente presa na região mais rural do Algarve ou do Alentejo. "As hipóteses de a terem retirado do país sem serem detetados são extremamente baixas."

O investigador reformado continua com fé que este caso poderá ter um desfecho positivo: "Até ser encontrado um corpo, há esperança. Toda a gente está a torcer por notícias positivas e a Kate e o Gerry nunca desistiram, mesmo quando os fundos que financiavam as investigações acabaram. Espero que tenham as respostas que aguardam há tanto tempo".

David Edgar deixou de trabalhar para os McCann em 2011, quando a Polícia Metropolitana britânica assumiu o caso por ordem do primeiro-ministro na época, David Cameron. "Acredito fortemente que este caso será resolvido eventualmente, continua a ser possível", declarou o investigador reformado.

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