Durante a tarde de 20 de outubro, José Manuel Anes foi esfaqueado em casa, em Arroios, pela filha, na zona abdominal, mãos e pernas. Além disso, tinha também hematomas nos olhos provocados pelos dedos de Ana Rawson. Duas semanas depois, reagiu ao ataque pela primeira vez.

Fê-lo nas redes sociais, mais concretamente no Facebook, onde escreveu: "Depois de duas semanas na Urgência Cirúrgica do Hospital de S. José, estou agora na maravilhosa quinta de um amigo nos arredores de Lisboa, local ideal para repouso e recuperação. Estou também longe das mentiras propaladas pelo cérebro doentio e maléfico da minha filha".

O professor universitário de 81 anos, que é um dos mais conhecidos criminalistas nacionais, foi encaminhado para o Hospital de S. José em estado grave. À filha, de 53 anos, foi decretado internamento preventivo, sob vigilância permanente por parte de psiquiatras, depois de confessar o ataque também no Facebook, no próprio dia. Está indiciada por homicídio qualificado na forma tentada.

"Eu acho que deixei o meu pai #joseanes sem olhos, mas devem ouvir dizer que ele morreu pacificamente. A Mossad sabe limpar cenas (não se esqueçam da dentadura da parte de cima que voou). Da parte de baixo tiro fotos, o animal era tinhoso. Mas disse coisas interessantes sobre #Camarate", escreveu Ana Rawson no Facebook.

José Manuel Anes é especialista na área da segurança interna, professor universitário, criminalista e autor de várias obras não-ficção, sendo também o diretor da revista "Segurança e Defesa" e o presidente do Conselho Consultivo do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, empresa que fundou em 2006.