Esta Lua Cheia convida-nos a regressar ao coração. É um tempo de reconhecer o nosso valor, de permitir que a generosidade para connosco e para com o outro flua de forma natural, sem esforço. O brilho que se manifesta agora não é apenas exterior — nasce da autenticidade e da coragem de sermos quem somos.
Com a Lua a 13º de Leão na 11ª casa, as emoções pedem expressão consciente dentro dos grupos, das amizades e dos projetos partilhados. Há um forte desejo de pertença, mas sem abdicar da individualidade. Leão ensina-nos que o amor começa no reconhecimento interno e só depois pode ser oferecido ao mundo. Esta Lua ilumina padrões emocionais ligados à necessidade de validação, convidando-nos a substituir a aprovação externa pela autoaceitação.
As emoções podem surgir intensas, apaixonadas e, por vezes, dramáticas. Tudo o que emerge agora pede escuta e acolhimento, não julgamento. Expressar sentimentos torna-se essencial para restaurar o fluxo vital e libertar bloqueios do coração.
O Sol em Aquário, na 5ª casa, orienta-nos para uma visão mais ampla da vida e da nossa capacidade criativa. Aquário recorda-nos que somos canais de algo maior, e que a criatividade não serve apenas o ego, mas o coletivo. Quando alinhados com a energia de Úrano, somos convidados a libertar velhas limitações mentais e a abrir espaço para novas perceções, mais livres e conscientes. O sentido de justiça, integridade e verdade interior torna-se um guia fundamental neste processo.
Esta Lua Cheia é especialmente significativa devido à grande conjunção do Sol com Plutão, Marte, Vénus e Mercúrio. Há aqui um chamado profundo à transformação. Emoções, desejos, relações, pensamentos e ações passam por um processo de purificação e realinhamento. O que já não é verdadeiro tende a dissolver-se, abrindo espaço para uma expressão mais honesta do ser.
Sem tensão não há crescimento. Sem confronto interno não há mudança real. Esta energia convida-nos a assumir responsabilidade pela nossa evolução, reconhecendo que cada criação pessoal impacta o todo. A mudança que desejamos ver no mundo começa na forma como nos relacionamos connosco e com o outro.
Este é um momento fértil para reflexão: o que criámos nos últimos seis meses? Fomos fiéis aos nossos movimentos internos?Onde nos retraímos por medo de não sermos aceites? O que estamos prontos para expressar com mais verdade e amor?
Que esta Lua Cheia nos ajude a integrar coração e consciência, individualidade e coletivo, permitindo que o amor criativo se manifeste de forma madura, autêntica e abundante.
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