As assembleias de voto para as eleições legislativas abriram este domingo, 30 de janeiro, às 8h no continente e Madeira, sem incidentes, e encerram às 19h. Nos Açores, vão encerrar uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.

No dia que marcará o futuro do País, os líderes partidários apelaram a que os portugueses não fiquem em casa e se dirijam às urnas para exercer o seu direito de voto.

Recorde-se de que António Costa e Rui Tavares votaram antecipadamente no domingo passado, 23 de janeiro. O líder do PS votou em mobilidade no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, e o líder do Livre votou em Lisboa. Ainda assim, António Costa fez questão de este domingo, 30 de janeiro, acompanhar a mulher na votação.

"Espero sobretudo que todas as pessoas se sintam seguras para poderem hoje exercer o seu direito de voto. Felizmente o ato eleitoral está a decorrer com total normalidade", disse aos jornalistas pelas 12h40.

João Cotrim de Figueiredo: "Não deixem que os outros decidam por vocês"

O líder da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, foi o primeiro líder partidário a votar na manhã deste domingo, por volta das 9h, na escola básica Marquesa de Alorna, em Lisboa. À saída, apelou ao voto por parte dos cidadãos, sublinhando que "não há desculpa" para não o fazer, uma vez que estão garantidas "as condições de segurança" e o tempo está bom.

"Que ninguém deixe de votar por não o ter condições de o fazer. Não deixem que os outros decidam por vocês", afirmou o liberal, citado pela CNN Portugal.

Catarina Martins: "Ninguém deve ficar em casa"

Pelas 9h30 também Catarina Martins se dirigiu à Escola Secundária Almeida Garrett, em Vila Nova de Gaia, para exercer o seu direito. À saída das urnas, a líder do Bloco de Esquerda apelou a que os portugueses exerçam o seu direito, "incluindo quem está isolado", referindo também que estão garantidas todas as condições de segurança para o fazer.

"Ninguém deve ficar em casa. Não se esqueçam do voto para que não haja um Governo que se esquece dos problemas do País", disse Catarina Martins, que fez questão de frisar o "gesto generoso para com a Democracia" por parte das pessoas que se encontram nas mesas de voto.

Francisco Rodrigues dos Santos: "Votem com razão e coração"

Meia hora depois, pelas 10h, foi a vez de Francisco Rodrigues dos Santos se dirigir às urnas. O presidente do CDS-PP votou na Escola Secundária do Lumiar, em Lisboa, onde, à saída, apelou para que os portugueses votem "com a razão e com o coração".

"Estou confiante, otimista e muito tranquilo porque confio na escolha dos portugueses. Vim votar com a minha família e o que apelo ao eleitores portugueses é que votem com razão, mas também com o coração. Saibam de onde vimos e para onde queremos ir e combatam a abstenção para não permitir que nenhum outro português escolha por si", afirmou Francisco Rodrigues dos Santos aos jornalistas, referindo ainda que vai passar o dia em família.

Inês Sousa Real: "Saiam de casa e venham votar"

Inês Sousa Real, do PAN, votou pelas 11h15, em Telheiras, Lisboa. À semelhança dos restantes líderes políticos, frisou a importância de exercer o direito de voto. "Saiam de casa e venham votar", disse.

"Hoje é um dia muito importante para a democracia no nosso País, é importante que as pessoas também se mobilizem para que possam de alguma forma votar naquilo que são as suas causas e naquilo em que acreditam. Além de termos o fantasma da abstenção que não pode ser mais uma vez vencedora no ato eleitoral, é importante também que as pessoas decidam sobre o futuro do País", frisou aos jornalistas.

Apesar das recomendações, a líder do PAN optou por usar máscara de pano (a denominada máscara social), justificando a decisão por considerar que as máscaras de tecido são tão seguras como as cirúrgicas e as FFP2 e mais apropriadas à "crise ecológica" atual.

Jerónimo de Sousa: "Votar é um ato seguro"

Jerónimo de Sousa votou praticamente à mesma hora que Inês Sousa Real. O líder comunista exerceu o seu direito em Santa Iria da Azóia, em Loures, por volta das 11h20, e apelou à confiança de todos para irem votar, sublinhando que estão garantidas as condições de segurança necessárias para o fazer.

"Votem, não se esqueçam. Votar é um ato seguro e uma segurança maior para a democracia", frisou Jerónimo de Sousa que, à semelhança de outros líderes partidários, vai passar o resto do dia em família.

Rui Rio: "Para o País é bom se votarem muitos"

Rui Rio dirigiu-se à mesa de voto por volta das 12h. O líder do PSD votou na Escola Básica do Bom Sucesso, no Porto. À saída, mostrou alguma preocupação com a abstenção devido à pandemia da COVID-19, mas frisou que se sentiu seguro a votar e que, do ponto de vista sanitário, todas as condições estão garantidas.

"Queria fazer um apelo para que as pessoas votem. Para o País é bom se votarem muitos", disse Rui Rio, acrescentando que tem uma garrafa de champanhe preparada.

André Ventura: "Sinto que vai haver menos abstenção"

André Ventura optou por votar por volta das 13h40. O líder do partido Chega dirigiu-se à Escola Parque das Nações, em Lisboa, para exercer o seu direito. Aos jornalistas, revelou estar "confiante" e "tranquilo" e afirmou que "hoje é dia de votar".

Em relação ao número de pessoas que se encontram em isolamento, e à possível abstenção, disse: "É evidente que é um perigo e é um risco, mas, ao contrário do que senti nas presidenciais, sinto que vamos ter até mais gente a votar. Sinto que vai haver menos abstenção."

"Acho que os partidos e o Presidente da República, todos fizemos a nossa parte para dizer às pessoas para votar, que é seguro vir votar, e sinto que as pessoas querem ter uma palavra a dizer sobre o futuro e perceberam a importância que estas eleições têm", acrescentou, lamentando ainda que muitos portugueses no estrangeiro não estejam a conseguir votar.

No passado domingo, 23 de janeiro, mais de 285 mil eleitores votaram em mobilidade. Este domingo, 30, também os portugueses em confinamento podem sair para votar, preferencialmente entre as 18h e as 19h.

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