Devido à evolução dos números da COVID-19 em Lisboa, a cidade não vai avançar no desconfinamento. A revelação foi feita pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Fernando Medina, que considera que Lisboa está numa situação "que não é fácil".

"O número de casos excedeu o patamar dos 120 [casos por 100 mil habitantes], entrou em situação de alerta. Na última semana, o número de casos por 100 mil habitantes continuou a progredir, embora a um ritmo mais lento", avançou o presidente no comentário semanal na TVI24.

Esta quarta-feira, 9 de junho, vai realizar-se mais uma reunião de Conselho de Ministros para avaliar a situação epidemiológica em Portugal, mas, segundo Fernando Medina, já se sabe que Lisboa não terá permissão para avançar.

"Lisboa não tem condições de fazer esse avanço", reforçou o presidente da CML. Isto significa que ao contrário de outras regiões do País que vão ter um alívio das medidas na segunda-feira, 14 de junho, Lisboa — bem como Braga e mais quatro concelhos, como Golegã e Odemira, em risco de ter um travão no desconfinamento — continuará sob as mesmas regras e restrições aplicadas a 1 de maio.

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O que é que isto significa? Que os restaurantes e espetáculos só podem ter as portas abertas até às 22h30, comércio a retalho até às 21h e até às 19h nos fins de semana e feriados, e no que diz respeito aos restaurantes em centros comerciais, apenas podem funcionar até às 22h30 nos dias de semana e até às 19h nos fins de semana e feriados. Quanto à lotação, só são permitidas seis pessoas por mesa no interior e dez pessoas por mesa nas esplanadas de restaurantes e cafés. A juntar a tudo isto, o teletrabalho continua a ser obrigatório sempre que possível.

Já quem passa à fase que começa na segunda-feira terá novas regras (e mais leves) que vigoram até 28 de junho, dia que marca uma nova fase de desconfinamento sujeita a avaliação prévia da situação epidemiológica de cada concelho. Eis o que muda para concelhos fora de risco a 14 de junho:

  • Teletrabalho recomendado nas atividades que o permitam;
  • Restaurantes, cafés e pastelarias com a mesma lotação, mas podem receber clientes até à meia-noite e encerrar à 1h;
  • Espetáculos culturais (com salas a 50% de lotação) também podem estender-se até à meia-noite;
  • Comércio volta ao horário pré-pandemia;
  • Transportes públicos com lotação de dois terços ou com a totalidade da lotação quando têm apenas lugares sentados;
  • Recintos desportivos com 33% da lotação.

Outra data a reter é 1 de julho, dia em que começa a funcionar o certificado digital COVID-19 aprovado esta terça-feira, 8, pelo Parlamento Europeu, com mais de 500 votos a favor. O certificado dá livre-trânsito aos cidadãos comunitários já vacinados, recuperados de uma infeção ou testados para viajar sem restrições dentro da União Europeia.

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