Espanha já não vai exigir a quem atravessar a fronteira a partir de Portugal a apresentação de prova de vacinação, recuperação da infeção do novo coronavírus ou testes COVID-19 com resultado negativo, avança esta terça-feira, 8 de junho, o "Diário de Notícias".

Depois de ter sido anunciado que a partir desta segunda-feira, 7 de junho, o país vizinho exigia estas medidas, seguiram-se intensas conversações diplomáticas durante o dia e noite e Espanha acabou por admitir o "erro", uma vez que considerou que este teria um grave impacto na relação política e económica entre os dois países, apurou o mesmo jornal.

"Tivemos contactos muito intensos a todos os níveis com o governo espanhol durante a tarde e a noite de ontem [segunda-feira] e ainda durante a noite de ontem recebemos a confirmação por parte das autoridades espanholas que, de facto, se tratava de um lapso que iria ser corrigido hoje e, portanto, é isso que vai acontecer", disse Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, em declarações à agência Lusa, citado pelo "DN".

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Segundo Augusto Santos Silva, Espanha irá corrigir a norma já esta terça-feira. "As autoridades espanholas foram muito rápidas e responderam com prontidão aos nossos pedidos de esclarecimento ainda durante a noite de ontem [segunda-feira]", disse o governante à "TSF". "Hoje [segunda-feira] será corrigido esse equívoco manifesto, que tinha sido incluído na resolução da Direção-Geral da Saúde de Espanha. A partir de hoje regressamos à gestão normal de fronteira comum, em coordenação permanente e harmoniosa entre os dois governos", garantiu.

Quando anunciadas as exigências de Espanha, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi um dos primeiros a lamentar a situação. "Naturalmente, tendo vindo de Espanha há dois dias, acho que não é estranho, é muito estranho que isso tenha ocorrido sem uma palavra ao governo português. Eu acompanho o governo, obviamente, naquilo que é a estranheza por, de repente, haver um dos países que adota uma posição unilateral", disse o Marcelo Rebelo de Sousa citado pela "TSF".

Esta manhã, Augusto Santos Silva acrescentou que "a circulação terrestre entre Portugal e Espanha continuará facilitada visto que a situação epidemiológica assim o permite". "Já houve alturas mais críticas em que a fronteira chegou a estar fechada, mas quando foi fechada foi fechada porque os dois governos assim o entenderam", acrescentou o ministro, tal como escreve o "DN".

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