José Pereira era um dos 280 passageiros que seguiam no Alfa Pendular que descarrilou junto de Soure, em Coimbra, nesta sexta-feira, 31 de julho. O homem de 73 anos ia acompanhado pela sua mulher e o seu neto, quando viu "malas a cair" e "os ferros a rebentar", relata ao jornal "Correio da Manhã".

O homem, que ia a caminho de sua casa, em Vila do Conde, relata que os passageiros começaram por entrar em pânico, mantendo depois a calma. Depois do embate, José Pereira sentiu um "choque", o que o levou a agarrar o neto.

"Pareceu que o comboio ia a travar, andou-se ali uns minutos largos, com todas as pessoas em pânico", diz, acrescentando que, a carruagem ficou "toda rebentada no interior".

Alfa Pendular com 280 passageiros sofre colisão em Coimbra
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Até chegarem os bombeiros, os passageiros mantiveram a calma, ajudando-se uns aos outros, aspeto que foi "fundamental" para lidar com a situação, considera José Pereira. Além disso, alguns partiram vidros e portas para que entrasse ar.

José Pereira ficou com ferimentos ligeiros nos braços e pernas e a sua mulher teve "um problema no tórax — mas nada de mal", diz, citado pelo mesmo jornal.

O Alfa Pendular, que seguia na direção norte, descarrilou esta sexta-feira, 31 de agosto, junto a Soure, em Coimbra, pelas 15h30, depois de embater numa máquina de trabalho. Dois trabalhadores das Infraestruturas de Portugal morreram, sete pessoas ficaram gravemente feridas e houve 43 feridos ligeiros.

De acordo com o jornal "Público", foi um erro humano que causou um acidente. A investigação levada a cabo pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) conclui este sábado, 1 de agosto, que "as evidências recolhidas até ao momento pela investigação permitem afirmar que não existira quaisquer indícios de anomalias na infra-estrutura, incluindo os sistemas de sinalização, ou no comboio Alfa Pendular e a sua operação que tenham influído no acidente", relatando que o Veículo de Conservação de Catenária (VCC) não terá respeitado um sinal de vermelho.

"Alguns momentos depois deste evento, por razões que neste momento estão indeterminadas e que serão aprofundadas no decurso da investigação, o VCC reinicia a sua marcha, ultrapassando o sinal que se mantinha com aspeto vermelho."

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