O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, está envolvido em mais uma polémica. Depois doacidente com a viatura onde seguia o ministro na A6, do qual resultou um morto, sabe-se agora que o ministro assinou a proposta apresentada pelo Sporting e pela Câmara Municipal de Lisboa para a celebração do campeonato de nacional de futebol, mesmo com reprovação da Direção-Geral da Saúde (DGS) e da Polícia de Segurança Pública (PSP).

O novo dado consta no relatório da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) sobre a atuação da PSP nos festejos do Sporting divulgado esta sexta-feira, 16 de julho, que indica que o clube começou a apresentar alternativas dois meses antes dos festejos e foi ignorado, de acordo com o "Expresso". O Sporting pediu uma reunião com o gabinete do secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna e, sem resposta, voltou a insistir a uma semana da 32.ª jornada.

Entretanto, numa reunião no Ministério da Administração Interna, com presença do clube, da DGS e da CML, foi desenhado um plano (o que veio a ser assinado pelo ministro), embora desaconselhado pelas autoridades de saúde e segurança.

Na véspera do jogo do título, a PSP recebeu diretrizes para atuar nos festejos de 11 de maio, através de um email no qual, em anexo, constava um ofício assinado por Eduardo Cabrita. No documento assinado pelo ministro, era indicado que a PSP devia "promover as medidas consideradas adequadas para garantir a segurança dos festejos propostos pelo promotor (SCP)".

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O facto de o ministro ter aprovado a proposta contra as autoridades é sabido após Eduardo Cabrita dizer na conferência de imprensa para a apresentação do relatório da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) que "não foram cumpridas as determinações do diretor nacional da PSP que, em ordem de operações, estabeleceu um conjunto de atividades que deviam ser realizadas na área envolvente do estádio do Sporting a partir das 14h do dia 11 de maio".

Eduardo Cabrita acrescentou ainda que o que aconteceu é responsabilidade do Sporting por não ter respondido a pedidos de esclarecimento do IGAI. "A responsabilidade da celebração é do Sporting, as propostas do Sporting não foram acolhidas pelo promotor, nomeadamente sobre festejos no interior do recinto. Há um dever de cooperação com a inspeção da Administração Interna. Seria útil que o Sporting respondesse aos sete blocos de questões que lhe foram dirigidas", afirmou o ministro.

Face às declarações, o Sporting já reagiu, dizendo que as declarações do ministro "são de extrema gravidade". "Que não exista nenhuma dúvida, o plano executado na celebração do título, foi resultado de uma proposta discutida, aceite e planeada por todas as partes, sendo que inclusive a proposta original não surge por parte do Sporting CP", esclarece em comunicado. O clube reforça ainda que foram feitas várias reuniões em que participou "de forma colaborativa".

"Não é o Sporting CP que impõe regras à DGS, PSP, Ministério da Administração de Interna ou ao Governo. É por isso também lamentável que o ministro Eduardo Cabrita afirme que o Sporting CP não respondeu a qualquer pedido de esclarecimento feito pela IGAI. É lamentável e não corresponde à verdade", pode ler-se na nota divulgada no site do clube.

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