Este sábado, 28 de dezembro, uma mulher foi assassinada pelo companheiro na zona de Cascais. A informação foi avançada na manhã de domingo, 29, por uma fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP à Agência Lusa, citada pelo jornal "Público".

Segundo a mesma fonte, o homem, de 43 anos, "desferiu pelo menos duas facadas na zona do tórax" da companheira. A mulher chegou ainda a ser assistida pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que procedeu a todas a manobras de salvamento, mas a mulher "acabou por falecer no local".

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Mas já na sexta-feira, 20 de dezembro, tinha acontecido um caso semelhante em Leiria. Segundo o mesmo jornal, uma mulher foi morta pelo companheira de 35 anos, que terá sido detido pelas autoridades depois de um despiste enquanto tentava fugir à captura.

Embora a investigação esteja entregue às autoridades, especula-se que o crime tenha acontecido em contexto de violência doméstica e que o casal teria dois filhos.

As estatísticas realizadas e publicadas pelo Observatório de Mulheres Assassinadas, da União de Mulheres Alternativa e Resposta, revelaram que só em 2019 se registaram 28 casos de mulheres assassinadas e 27 tentativas de homicídio.

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No entanto, e com estas duas recentes mortes em Cascais e em Leiria, o número de casos de morte por violência doméstica sobe para 35 (em que 27 foram mulheres, sete foram homens e uma foi uma criança) — ultrapassando assim o valor registado em 2018, que se fixou nas 28 mortes.

Ainda segundo a mesma organização, nos últimos 15 anos registou-se um total de 618 vítimas de tentativa de homicídio e 531 vítimas foram assassinadas pelos companheiros.

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