Nos últimos dias morreram mais três médicos vítimas de COVID-19. A informação foi dada este domingo, 24 de janeiro, pela Ordem dos Médicos (OM), que volta a apelar ao governo de António Costa para que melhore as condições de trabalho de todos os profissionais de saúde, com o objetivo de minimizar o risco de infeção na linha da frente do combate ao vírus.

"Vivemos tempos de grande pesar nacional, com muitos portugueses a perderam a vida todos os dias por causa da pandemia, sejam doentes COVID-19 ou não COVID-19. E isso não nos pode nunca sossegar", diz Miguel Guimarães, bastonário da OM, em comunicado à Agência Lusa citado pela TSF. Na mesma nota, Guimarães reitera a homenagem feita aos colegas e dirige ainda "uma palavra especial de gratidão e de solidariedade" às famílias.

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Mas o bastonário da Ordem faz ainda duras críticas ao plano de vacinação contra a COVID-19 que, nas suas palavras, continua a "deixar milhares de médicas de fora desta fase, prejudicando quem está no terreno a salvar vidas." "Muitos médicos do Serviço Nacional de Saúde e do setor privado continuam por vacinar e sem uma explicação", continua.

No seu comunicado, diz que, no total, chegou ao conhecimento da OM a ocorrência de seis óbitos de médicos com COVID-19. Ressalva, no entanto, que só a tutela tem os dados necessários para se perceber exatamente quantos médicos morreram vítimas da doença em todo o País.

"Como temos vindo a dizer desde o início, era muito importante que o Ministério da Saúde divulgasse com mais regularidade os números relacionados com o impacto da pandemia nos profissionais de saúde, tanto em termos de infeções como de óbitos ou doentes recuperados", reforça.

Nos boletim epidemiológico divulgado no sábado, 23 de janeiro, registaram-se mais 274 mortes e 15.333 novos casos de infeção em Portugal.

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