Sara Furtado, a mulher que abandonou o bebé recém-nascido num ecoponto em Santa Apolónia, na madrugada de 5 de novembro de 2019, começou a ser julgada esta quarta-feira, 9 de setembro.

No Campus de Justiça, a mulher de 22 anos, que vivia com o namorado numa tenda de campismo, na rua, disse que sentiu "medo" quando estava grávida e que colocou o bebé naquele local para que alguém o pudesse encontrar. "Tive vergonha de estar grávida e senti medo. Eu queria ter o bebé e criá-lo, mas quando ele nasceu não sabia o que fazer com ele. Coloquei-o no lixo para alguém o encontrar", disse, em tribunal, citada pelo "Correio da Manhã".

Sara Furtado, atualmente em prisão preventiva, terá chorado frente ao coletivo de juízes, garantindo que só percebeu que estava grávida aos sete meses de gestação. “Fiquei em pânico e desespero”, relatou.

Editorial. Porque é que me recuso a atacar a mulher que meteu o filho no lixo
Editorial. Porque é que me recuso a atacar a mulher que meteu o filho no lixo
Ver artigo

O tamanho da barriga justificava com gases. O namorado, Milton Sydney, também compareceu no Campus de Justiça, afirmando que não sabia da gravidez e que Sara Furtado terá  usado o mesmo argumento para explicar a barriga saliente "Eu nunca percebi nem desconfiei de nada. Ela dizia que estava só inchada e que eram gases. No dia em que nos disseram que estava um bebé no lixo, fomos lá imediatamente. Ela andava comigo a procurar, mas eu nunca soube de nada", disse o homem.

Sara Furtado está em prisão preventiva, sob a acusação de tentativa de homicídio qualificado. Depois de ter saído de casa devido a desentendimentos com a mãe, na madrugada de 5 de novembro de 2019, abandonou o seu filho recém-nascido num ecoponto amarelo de Santa Apolónia, dentro de um saco de plástico, tendo-se, depois, livrado das roupas ensanguentadas.

Poucas horas depois, terá regressado ao local. Viu o bebé, seguindo para um compromisso em Alfama. O então recém-nascido, que completou dez meses em setembro, foi resgatado 15 horas depois. Recebeu tratamento hospitalar, tendo sido entregue a uma família de acolhimento temporário.

Subscreva a newsletter da MAGG.
Subscrever

As coisas MAGGníficas da vida!

Siga a MAGG nas redes sociais.

Não é o MAGG, é a MAGG.

Siga a MAGG nas redes sociais.

Fale connosco

Se encontrou algum erro ou incorreção no artigo, alerte-nos. Muito obrigado.