Ao quarto dia de buscas, o pior acabou mesmo por acontecer: o corpo de Valentina foi encontrado a cinco quilómetros da casa do pai, na serra d’el Rey, Peniche. Duas pessoas foram detidas, e essas duas pessoas não podiam ser familiares mais próximos: o pai e a madrasta são os principais suspeitos da morte da criança de 9 anos. Depois de vários interrogatórios policiais, o pai, Sandro Bernardo, terá mesmo confessado o crime e indicado à polícia onde estava o corpo. Mas a confissão só aconteceu porque a PJ já tinha outros elementos de prova de peso.

Na conferência de imprensa deste domingo, 10 de maio, Fernando Jordão, diretor da Polícia Judiciária de Leiria, não adiantou grandes pormenores acerca do sucedido mas revelou que os suspeitos estão “fortemente indiciados” e que podem incorrer em crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Ou seja, as provas recolhidas serão consistentes.

Desde a manhã de quinta-feira, 7 de maio, que o pai da criança falava num "desaparecimento", afirmando que teria sido a criança a sair pelo próprio pé de casa. Na altura, deu uma descrição baseada na roupa da filha. Sabe-se agora que tudo não terá passado de uma maneira de tentar desviar a investigação.

Uma das principais pistas sobre o que teria acontecido a Valentina veio por parte de uma das crianças que estavam em casa, filho apenas da madrasta da menina. O rapaz de 12 anos terá dito às autoridades que viu Valentina a entrar na casa de banho com os adultos e que não a terá visto mais. Pouco tempo depois, mandaram-no dormir.

Pai e madrasta detidos por suspeita da morte da menina de Peniche
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A PJ acredita que a morte da criança terá acontecido na quarta-feira, 6 de maio, um dia antes de o pai ter informado as autoridades do alegado desaparecimento. Sandro Bernardo terá confessado à polícia que a morte da filha foi um acidente e que terá acontecido depois de exigir que a filha se explicasse sobre se seria vítima de abusos sexuais, avança o “Correio da Manhã”. A situação terá ficado descontrolada, com o pai a forçar e a pressionar a filha a uma confissão. Nesta versão, Valentina terá sofrido um ataque com convulsões e terá morrido. A autópsia irá revelar a causa da morte.

Às autoridades, Sandro Bernardo ilibou a mulher dizendo que não estava na casa de banho durante o crime e também não esclarece sobre se o terá ajudado a esconder o cadáver. Depois disto, o corpo da menina foi levado para a serra e escondido com giestas. O carro em questão foi levado para perícias por forma a confirmar que o corpo da menina tinha efetivamente sido ali transportado.

A PJ não confirma todos estes passos mas explica que a morte ocorreu por “questões internas do funcionamento da família”, resultado de um corretivo por parte do pai e que estão a considerar esta morte como um cenário de crime por ter acontecido em “algum contexto de violência”. Apesar disto, ainda não se consegue dizer com certeza a sua causa. Quando o corpo foi encontrado, e devido ao seu estado de decomposição, não foi possível determinar a causa da morte, mas os investigadores põem algumas hipóteses em cima da mesa: estrangulamento, asfixia ou até uma lesão na cabeça, depois de ter sido atirada contra a banheira. Só a autópsia o dirá.

Os investigadores viram-se assim para a casa de banho daquela casa em Atouguia da Baleia para tentar reconstituir o que aconteceu naquele dia. O tapete de casa de banho ainda estará estendido dentro de casa, avança o “Correio da Manhã”, e poderá ser uma peça com relevância agora que se sabe que a morte ocorreu naquele espaço.

O pai e a madrasta de Valentina serão esta segunda-feira, 11 de maio, presentes ao juiz de instrução criminal. Arriscam uma pena de 25 anos de cadeia por crimes e homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

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