Durante a tarde deste domingo, 14 de dezembro, o realizador Rob Reiner e a mulher, Michele, foram encontrados mortos na casa onde viviam, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Foi a filha quem deu conta do alerta, pelas 15h40, e o principal suspeito do assassínio é o filho.
Agora, sabe-se que Nick, 32 anos, foi encontrado "rápido", perto da casa dos pais, no campus da Universidade do Sul da Califórnia, e foi detido sem fiança por suspeita de ser o autor deste duplo homicídio por volta das 21h15 do mesmo dia, segundo a "People".
O mesmo site refere que o filho mais novo de Rob e Michele Reiner deverá ser presente a tribunal esta terça-feira, 16. A polícia acredita que esteve em casa dos pais e depois rumou ao exterior da Universidade.
Na noite anterior, pais e filho estiveram numa festa organizada pelo apresentador Conan O'Brien, e, segundo o que fontes revelaram à mesma revista, pai e filho tiveram uma "grande discussão".
"O Nick estava a assustar todos, a portar-se como um maluco, não parava de perguntar às pessoas se elas eram famosas", disse uma das fontes.
Depois do anúncio da morte do realizador e da mulher, Donald Trump recorreu à Truth Social para deixar um comentário, apelidando Rob Reiner de um "torturado e com dificuldades, outrora muito talentoso, realizador e comediante", que morreu "devido à raiva que causou nos outros".
O presidente dos Estados Unidos disse que o realizador tinha uma "gigante, implacável e incurável aflição com uma doença mental incapacitante conhecida como Síndrome de Desordem de Trump", acusando-o de ter uma "obsessão furiosa" por si.
Rob e Michele conheceram-se enquanto Rob realizava o filme "Um Amor Inevitável (When Harry Met Sally...)" (1989), tendo-se casado nesse mesmo ano. Tiveram três filhos: Jake, 34, Nick, 32, e Romy, 28. Rob já tinha sido casado com Penny Marshall entre 1971 e 1981, união da qual surgiu a primeira filha, Tracy, 61.
Romy, a filha mais nova, foi quem encontrou os pais, cujos cadáveres tinham marcas de facadas. Quando as equipas médicas e as autoridades chegaram, já não havia nada a fazer pelo realizador de 78 anos e a mulher de 68.
As suspeitas recaíram desde logo sobre Nick, que desde os 15 anos luta contra a toxicodependência, tendo dado várias vezes (segundo o mesmo, cerca de 17) entrada em clínicas de reabilitação.
Quando o vício da droga piorou, afastou-se de casa e andou a viver como sem abrigo em vários estados do país. A sua história serviu como base para o filme semi-autobiográfico "Being Charlie" (2015), realizado pelo pai, e que ele co-escreveu.
Ao longo do seu percurso, Rob Reiner trabalhou em filmes como "This Is Spinnal Tap" (1984), "Stand By Me" (1986), "The Princess Bride" (1987), "Misery" (1990), "A Few Good Men" (1992), "Flipped" (2010).