Um ano e três meses depois de terem anunciado o seu afastamento da família real britânica, os duques de Sussex concedem a primeira entrevista. E, a avaliar pelas imagens, divulgadas pelo canal norte-americano CBS, promete ter o efeito de uma bomba atómica em terras de sua Majestade.

Harry e Meghan foram entrevistados por Oprah Winfrey, amiga de longa data da atriz norte-americana, num local que aparenta ser a casa do casal. A duquesa de Sussex, num estado de gravidez bastante avançado, não fala durante os dois clipes já divulgados. Mas o que fica por dizer é bastante elucidativo e promete revelações explosivas. E tanto assim é que a CBS aumentou a duração do especial. A entrevista (emitida em horário nobre nos EUA, à uma da manhã de 8 de maço, hora de Lisboa) deveria durar 90 minutos mas foi estendida para duas horas. O que, de acordo com o "The Daymail" vai render ao canal cerca de 166 mil euros por cada anúncio de 30 segundos

"Não há temas tabu", avisa Oprah Winfrey. A apresentadora vai conversar com Harry e Meghan individualmente e também em conjunto. Quando está frente a frente com a duquesa, Oprah usa a palavra "insustentável", acrescentando ainda, naquilo que parece ser uma pergunta: "Isso dá a entender que houve um momento de rutura". E também pergunta: "Estavas em silêncio ou foste silenciada?".

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Num dos clipes, Harry dizer que se mudou para os EUA com medo que "a história se repetisse". Uma clara alusão à trágica história da sua mãe, a princesa Diana, cuja vida terminou num acidente de automóvel em Paris, em 1997, perseguida por papparazzi. O príncipe disse também que o ano que passou foi "incrivelmente duro para os dois". "Mas, pelo menos, temo-nos um ao outro".

Num segundo clipe, Harry diz estar "feliz e aliviado" por estar a conversar com Oprah. "Não consigo sequer imaginar o que teria sido para ela [referindo-se à mãe, Diana] atravessar este processo sozinha há tantos anos. Tem sido muito difícil para nós mas, pelo menos, temo-nos um ao outro".

Estes meros 30 segundos já estão a ter impacto sem precedentes do lado de cá do Atlântico, com os media pró-família real (como o "The Daily Mail") a darem voz a peritos em realeza, que se insurgem contra a forma como a apresentadora norte-americana se refere à rainha Isabel II. "A rainha e a família real não são os Corleone de Windsor. Não são atiradores ou mafiosos que andam por aí a silenciar pessoas. Esse assunto é ridículo. Encaixa numa narrativa, suponho, mas às custas da rainha, do príncipe Filipe, da família real e da nossa reputação enquanto país", diz Robert Jobson, o biógrafo do príncipe Carlos e do duque de Edimburgo, ao "The Daily Mail".

Ao mesmo jornal, Richard Gitxwilliams, perito em temas de realeza, alerta ainda que a família real britânica tem razoes para estar temerosa. "Esta entrevista vai ditar o futuro da relação do casal com a família real".

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